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Greve na USP segue após impasse sobre gratificação

Greve na USP continua sem acordo após impasse sobre gratificação; cento e cinco cursos já atingidos e pauta de funcionários se amplia com novas reivindicações

Manifestantes durante ato na USP, em São Paulo, na 4ª feira (15.abr.2026)
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  • A greve dos servidores técnicos e administrativos da USP continua após a rejeição da proposta de gratificação na quarta-feira (22.abr.2026), em assembleia que rejeitou a oferta da reitoria.
  • A origem do impasse está na Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas para docentes; a proposta da universidade destina aos funcionários o mesmo montante anual, cerca de R$ 238,44 milhões, o que equivaleria a aproximadamente R$ 1.600 por mês por trabalhador.
  • O sindicato dos trabalhadores ampliou a pauta para incluir acesso universal ao BUSP, cartão de transporte interno gratuito, fim da escala 6 X 1 para terceirizados e a inclusão das demandas dos estudantes nas negociações.
  • A paralisação estudantil já atinge 105 cursos em diferentes campi, com reivindicações que incluem bolsas, melhoria de restaurantes universitários e regulamentação de uso de espaços por centros acadêmicos, além de demanda por moradia na EACH.
  • A reitoria afirma ter implementado medidas de valorização, como reajustes no vale-refeição e no vale-alimentação, aumento do auxílio-saúde, e destaca programas como Renova USP; 69 de 86 unidades registraram adesão baixa ou inexistente à greve, e não há previsão de acordo.

A greve dos servidores técnicos e administrativos da USP permanece sem acordo após a nova rodada de negociações realizada na quarta-feira, 22 de abril de 2026. A reitoria manteve a proposta de gratificação geral, baseada na Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas, mas a assembleia da categoria rejeitou a oferta.

O conflito envolve cerca de 12.000 funcionários, o sindicato da categoria e a administração da universidade, além dos estudantes. A paralisação já impacta diversos campi e acena para aumento de pautas por parte dos grevistas.

A decisão ocorre em frente à criação da Gace, aprovada pelo Conselho Universitário em 31 de março. A gratificação para docentes prevê R$ 4.500 mensais para atividades consideradas estratégicas, com duração inicial de dois anos.

Proposta de gratificação e contestação

A USP propôs destinar aos funcionários o mesmo montante anual reservado aos docentes — cerca de R$ 238,44 milhões. O cálculo dividiria o valor entre aproximadamente 12 mil trabalhadores, resultando em cerca de R$ 1.600 por mês.

O Sindicato dos Trabalhadores da USP classificou a proposta como insuficiente e ampliou a pauta para incluir acesso universal ao BUSP, cartão de transporte interno gratuito e o fim da escala 6 X 1 para terceirizados. Também exige participação estudantil nas negociações.

Reivindicações estudantis e medidas da reitoria

A greve estudantil já atinge 105 cursos em diferentes campi. Entre as reivindicações estão melhorias de permanência, aumento de bolsas e qualidade dos restaurantes universitários. Estudantes apontam ainda resistência a regulamentação de uso de espaços por centros acadêmicos.

A reitoria informou ter implementado reajustes no vale-refeição e no vale-alimentação, além de aumento no auxílio-saúde. Também citou programas como Renova USP e um sistema de mobilidade interna. Segundo a instituição, 69 das 86 unidades registraram adesão baixa ou nula à greve.

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