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Pró-reitor negro da USP vê nomeação simbólica e busca melhorar relação com sociedade

Primeiro pró-reitor negro da USP mira ampliar diálogo com a sociedade, fortalecer políticas públicas e inovação, e debater mobilidade na carreira

Amâncio Jorge de Oliveira, pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP (Universidade de São Paulo), na capital paulista; ele também é professor titular do Instituto de Relações Internacionais
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  • Amâncio Jorge de Oliveira, 58, é o novo pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP, o primeiro negro em alto escalão da instituição em 92 anos.
  • A nomeação é vista como simbólica para jovens negros no ensino superior que desejam ingressar na carreira acadêmica.
  • Ele defende ampliar a relação entre a USP e a sociedade, com melhorias em políticas públicas, inovação e comunicação com o contribuinte.
  • Dados da universidade mostram mobilidade desigual: 3,4% de docentes pretos ou pardos; 24,5% dos discentes se autodeclaram pretos ou pardos.
  • O professor propõe criar o Escritório Ciência e Sociedade para ligar a universidade à sociedade e reforçar o papel dos museus como porta de entrada da população.

Amâncio Jorge de Oliveira, 58, foi nomeado pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP, tornando-se o primeiro negro a ocupar um cargo de alta gestão na instituição em 92 anos. A nomeação é vista por ele como símbolo para jovens negros no ensino superior em busca de carreira acadêmica.

O professor tem trajetória marcada por atuações que exigem adaptação. Foi vice-diretor do Instituto de Relações Internacionais e, de 2020 a 2024, ocupou o cargo no Museu do Ipiranga, durante a reconstrução e a reinauguração no bicentenário da Independência.

Na administração central, Amâncio afirma que é essencial ampliar a relação entre USP e sociedade, ampliando políticas públicas, inovação e comunicação com o contribuinte. Ele destaca o papel da extensão como ponte entre universidade e população.

Desafios e propostas

Entre as metas, está fortalecer a mobilidade de carreira de docentes negros e ampliar a comunicação com a sociedade, incluindo maior transparência no financiamento público das universidades.

O professor aponta o Escritório Ciência e Sociedade como elemento-chave para entender demandas sociais e transformar pesquisa em resultados práticos.

Ressalta a importância dos museus como portas de entrada da população à USP, destacando o histórico vínculo com o público infantojuvenil.

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