- Professores da Secretaria de Educação do Distrito Federal realizaram ato na Praça do Buriti, nesta quinta-feira, 23, em protesto contra mudanças salariais após a adoção da plataforma EducaDF.
- O Sindicato dos Professores (Sinpro) cobra o pagamento integral dos salários de professores temporários, afetados pela nova metodologia de cálculo.
- A mudança ocorreu após o GDF adquirir o EducaDF, por cerca de R$ 40 milhões, para substituir o IEducar e o Kronos usados anteriormente.
- Dirigentes do Sinpro afirmam que o EducaDF não atende à realidade do DF e gera distorções salariais para temporários.
- Um grupo de trabalho, criado pela governadora Celina Leão, discute fim do regime horista e remuneração por jornada; Celina Leão disse que vai revogar a portaria, e o Sinpro deve se reunir com ela na próxima semana.
Professores da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) realizaram um ato na Praça do Buriti nesta quinta-feira, 23. A mobilização, convocada pelo Sindicato dos Professores (Sinpro), cobra o pagamento integral de salários de professores temporários após mudanças na forma de cálculo.
A pauta central envolve a transição para a plataforma EducaDF, adquirida pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para substituir os sistemas IEducar e Kronos. Segundo o Sinpro, a nova ferramenta não reflete a realidade local, prejudicando o recebimento de técnicos temporários.
O valor da aquisição, estimado em 40 milhões de reais, é objeto de críticas. Diretores do sindicato afirmam que a plataforma não oferece solução adequada e apontam terceirização como recorrente discussão, diante de investimentos feitos sem impacto esperado na remuneração.
Novo modelo de remuneração e prazo de resolução
O Sinpro destaca que o grupo de trabalho criado pela governadora Celina Leão (PP) deve ter resultados efetivos, com foco na dignidade dos professores temporários. Entre as demandas estão a extinção do regime horista e a remuneração por jornada.
Atualmente, profissionais recebem pelas horas efetivamente trabalhadas, mesmo quando presentes na escola em intervalos. O sindicato pleiteia que as horas de permanência sejam contabilizadas como trabalho efetivo.
Márcia Gilda, diretora do Sinpro, enfatiza a necessidade de avanços reais, dada a constante renovação de contratos por meio de processo seletivo. A gestão da educação deve respeitar a qualificação dos docentes temporários, segundo a avaliação da entidade.
O Governo do Distrito Federal afirmou que irá revogar a portaria associada ao cálculo salarial, reconhecendo a necessidade de ajustes. Celina Leão informou que técnicos já foram acionados para corrigir a situação, sem participação prevista da governadora no ato.
O Sinpro permanece disponível para nova rodada de negociação com a governadora na próxima semana, com o objetivo de definir caminhos para a carreira docente e para o sistema EducaDF.
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