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Professores temporários relatam instabilidade e medo de perder vagas

Professores temporários do Distrito Federal relatam instabilidade salarial e risco de perda de vagas, mobilizando ato na Praça do Buriti

A categoria solicita ao GDF que nomeie todos que passaram no último concurso para professor efetivo, realizado em 2022, e realize novos concursos, diminuindo a quantidade de temporários na Secretaria.
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  • O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (SINPRO) realizou ato na Praça do Buriti nesta quinta-feira (23) para cobrar melhorias nas condições de trabalho e na remuneração.
  • Professores temporários relataram insegurança de perder vagas e reclamaram de salários atrasados, desvalorização e falta de transparência no cálculo.
  • A governadora Celina Leão criou grupo de trabalho para o pagamento integral dos profissionais da Educação, com convite ao SINPRO para participação; ainda não está claro se temporários terão voz.
  • Segundo a Secretaria de Educação, 36,4% dos docentes em atuação estão em contrato temporário, regime que permite remoção a qualquer momento.
  • A categoria pediu que o GDF nomeie os aprovados no concurso de 2022 para docentes efetivos e realize novos concursos, visando reduzir a quantidade de temporários.

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (SINPRO) reuniu na quinta-feira (23) a categoria para um ato na Praça do Buriti. O foco foi a instabilidade de trabalho, remuneração e as reivindicações da classe de docentes temporários.

Professores temporários relataram insegurança e medo de perderem vagas nas escolas onde atuam. Kettrin Helena, 24 anos, da Escola Jardim de Infância Casa de Vivência, em Planaltina, afirmou que o pagamento do ano ainda não foi corrigido e criticou a falta de transparência no cálculo salarial.

Jânio Alcântara, 57, coordenador pedagógico da Escola Classe 115 Norte, informou que colegas não receberam auxílio alimentação e auxílio transporte, além do salário do último mês. A Secretaria de Educação disse ao Correio Braziliense que medidas já foram adotadas para corrigir inconsistências.

Reivindicações e participação

Caio Amaral, 25, professor temporário da Escola Classe 27 de Taguatinga, ressaltou a necessidade de uma comissão que inclua temporários e que participe efetivamente das ações do grupo de trabalho criado pela governadora Celina Leão para tratar do pagamento integral aos servidores da Educação.

A governadora anunciou a formação de um grupo de trabalho sobre o tema, com o SINPRO convidado. A categoria busca participação efetiva e voz ativa na definição de soluções para a remuneração e estabilidade.

Segundo a Secretaria de Educação do DF, 36,4% dos professores em atuação são contratados em regime temporário. O concurso de 2022 para professor efetivo já ocorreu e há expectativa de novos concursos para reduzir a dependência de temporários.

A pauta do ato também inclui a nomeação de todos os aprovados no último concurso para efetivos e a realização de novas seleções, ampliando a equipe estável na rede. A reportagem consultou o Correio Braziliense para os dados oficiais.

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