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SP apresenta diretrizes para regulamentar escolas indígenas

São Paulo regulamenta a Educação Escolar Indígena, tornando-se o primeiro estado a normatizar as 42 escolas da rede estadual e viabilizar materiais em línguas indígenas

Atualmente, 1.023 estudantes frequentam as 42 escolas indígenas da rede estadual paulista
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  • A Secretaria da Justiça e Cidadania de São Paulo apresentou as Diretrizes Curriculares para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica, regulamentando o funcionamento das escolas em aldeias indígenas no estado.
  • São Paulo passa a ser o primeiro estado a adotar uma norma específica para regulamentar as mais de quarenta escolas indígenas da rede estadual.
  • O texto prevê a possibilidade de criação de materiais didáticos em línguas indígenas para as 42 unidades da rede estadual, com participação de lideranças de cinco etnias.
  • As diretrizes foram elaboradas com a participação dos povos Guarani Mbyá, Tupi-Guarani, Kaingang, Krenak e Terena, e mediadas pela Coordenadoria de Políticas para os Povos Indígenas, pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas e pelo Fórum de Articulação dos Professores Indígenas.
  • Hoje, 1.023 estudantes frequentam as escolas indígena da rede, em territórios das cinco etnias, com foco na valorização de identidades, línguas e saberes, incluindo alimentação tradicional na prática escolar. Além disso, a Seduc-SP firmou parceria com a Unifesp para cursos de formação intercultural de mais de 70 docentes da rede.

A Secretaria da Justiça e Cidadania de São Paulo apresentou, nesta quarta-feira (22), as Diretrizes Curriculares para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica. O objetivo é regulamentar o funcionamento das escolas em aldeias indígenas e garantir a efetivação de políticas públicas para o setor.

A iniciativa é resultado de parceria com cinco etnias presentes no território paulista: Guarani Mbyá, Tupi-Guarani, Kaingang, Krenak e Terena. A elaboração contou com a mediação da CPPI, da Funai e do Fórum de Articulação dos Professores Indígenas (Fapisp).

O estado de São Paulo passa a ser o primeiro a adotar uma norma específica para regulamentar as atividades das escolas indígenas da rede estadual. O texto prevê ainda a possibilidade de criação de materiais didáticos em línguas indígenas.

O documento reforça direitos previstos na LDBEN e em normas complementares, com foco na valorização de identidades, línguas e saberes dos povos originários. A norma orienta práticas pedagógicas, identidade cultural e currículo adaptado às realidades das aldeias.

Atualmente, 1.023 estudantes frequentam 42 escolas indígenas na rede estadual, situadas em territórios das cinco etnias representadas. A medida busca harmonizar padrões educacionais com as especificidades culturais locais.

A Secretaria de Educação de São Paulo ressalta a importância da iniciativa para a preservação de tradições, inclusive na alimentação escolar, que já inclui itens característicos como mandioca, canjica e polvilho.

Também foi anunciada uma parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que oferece cursos de graduação intercultural para formar mais de 70 professores indígenas da rede estadual.

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