- Alunos da Faculdade de Direito da USP decretaram greve na noite de quinta-feira, 23, com 902 votos a favor e 459 contrários.
- Eles pedem melhoria do refeitório e da estrutura da São Francisco, aumento do benefício de permanência estudantil para R$ 1.804, mais bolsas de ensino, pesquisa e extensão e avanços nas ações afirmativas.
- A diretora Ana Elisa Liberatore Bechara afirmou que a instituição busca diálogo para encontrar soluções com brevidade, via escuta ativa dos estudantes.
- A greve prejudicou o funcionamento das aulas nesta sexta; anteriormente havia denúncias de carteiras quebradas, goteiras, fios expostos, mofo e buracos nas paredes.
- O movimento dos docentes ocorre em paralelo a acordo com os servidores, que encerraram a paralisação após negociação com a reitoria; atividades da pós-graduação, extensão, bancas e consultas à biblioteca permanecem desimpedidas.
Os alunos da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, entraram em greve após assembleia realizada na noite de quinta-feira, 23. A paralisação foi aprovada com 902 votos favoráveis e 459 contrários. O movimento cobra melhorias no refeitório, na estrutura do prédio e aumento de bolsas estudantis.
Entre as demandas estão a melhoria da infraestrutura da São Francisco, o valor do apoio à permanência estudantil reajustado para o salário mínimo paulista (R$ 1.804), aprofundamento das ações afirmativas e ampliação de bolsas de ensino, pesquisa e extensão. A diretoria afirma buscar soluções por meio do diálogo.
Historicamente apresentado por estudantes, um relatório enviado à direção no início do ano aponta problemas como carteiras quebradas, goteiras, fios expostos, mofo e buracos em salas e no salão nobre. A instituição trabalha para corrigir falhas já identificadas.
Desenvolvimento da greve e desdobramentos
O movimento na Faculdade de Direito de imediato impactou as atividades com aulas suspensas. A diretoria informou que docentes permanecem desobrigados de ministrar conteúdos e que repor o conteúdo será avaliado conforme retomada.
Os estudantes se comprometeram a manter o acesso à universidade e a não utilizar o mobiliário como obstáculo. Piquetes ocorreram em outros cursos, como na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, em protestos paralelos.
A paralisação dos servidores da USP, que durava nove dias, encerrou-se recentemente após acordo com a reitoria. O Sintusp aceitou as propostas apresentadas pela administração para encerrar a greve.
Outras atividades e próximos passos
A pós-graduação, atividades de extensão, bancas de defesa de TCC, consultas à biblioteca e eventos já agendados devem seguir normalmente. O Centro Acadêmico XI de Agosto realizou atos na Cidade Universitária pela manhã e planeja oficina de cartazes e cine debate nas Arcadas à tarde e noite.
Entre na conversa da comunidade