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Gêmeos brasileiros de 18 anos chegam a universidades de elite nos EUA

Irmãos gêmeos de Bastos (SP) são aprovados no MIT e na Cornell aos 18 anos, em função de leitura diária, disciplina e apoio familiar

Irmãos gêmeos foram aprovados em universidades de ponta nos EUA — Foto: Arquivo pessoal
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  • Camila e Mateus Shida, gêmeos de Bastos, no interior de São Paulo, foram aprovados no MIT e na Universidade Cornell aos 18 anos.
  • Cresceram em uma casa com forte estímulo intelectual: um livro por dia desde o berço, alfabetização em português e em inglês aos dois e três anos, respectivamente, e celular só aos quinze.
  • Participaram de Soroban e olimpíadas científicas, com treinos intensos e rivalidade saudável entre eles, além de projetos voluntários na região.
  • Receberam bolsas de estudo no ensino médio (75% e 100%) ao se transferirem para São Paulo e passaram a estudar na instituição Etapa com apoio de tutoria à distância.
  • Estudar no exterior pode custar entre US$ 90 mil e US$ 100 mil por ano, mas as universidades oferecem caminhos de auxílio econômico; a família pretende aplicar o aprendizado para contribuir com o Brasil.

Camila e Mateus Shida, gêmeos de 18 anos, foram aprovados em instituições de educação superior de elite nos EUA: MIT e Universidade Cornell. Nascidos em Bastos, interior de São Paulo, eles destacam disciplina, apoio familiar e envolvimento com atividades extracurriculares como chave do feito.

A dupla cresceu em Bastos, cidade de cerca de 20 mil habitantes. A família manteve a casa repleta de livros e criou hábitos que privilegiaram leitura desde a primeira infância. O desempenho acadêmico foi acompanhado de perto pela mãe, que orientou estudos em casa quando necessário.

Agora, eles seguirão para os EUA no segundo semestre, para cursar graduação em instituições reconhecidas internacionalmente. Em Bastos, a cultura local e o histórico familiar de estudo contribuíram para ampliar o acesso a oportunidades globais.

Origens e formação

A família, formada por uma dentista e um agrônomo, transformou o lar em ambiente de estímulo cognitivo. Livros ficaram ao redor dos berços e a leitura se tornou prática diária desde cedo.

O acesso a telas foi limitado. O celular foi recebido aos 15 anos, fortalecendo o hábito de leitura e atividades não digitais. Jogos de tabuleiro e cartas também ajudaram no desenvolvimento estratégico.

Alfabetização precoce e idioma

Camila foi diagnosticada com leucemia aos 2 anos e passou oito meses no hospital. Durante o tratamento, a mãe incentivou atividades como leitura, origami e artes, que aceleraram alfabetização em português e inglês.

Os gêmeos tiveram alfabetização em inglês aos 3 anos, com professores particulares diferentes. A iniciativa ajudou a desenvolver pronúncia e compreensão de idiomas sem depender da escola tradicional.

Competição e aprendizado

Desde cedo, eles estudaram com o apoio de prática no Soroban, abaco japonês, e participaram de olimpíadas nacionais e internacionais. A dedicação levou-os a competir em Taiwan e no Japão, mantendo uma rivalidade saudável entre os dois.

A tutoria à distância de professores do Curso Etapa e bolsas de estudo possibilitaram progredir para o ensino médio em São Paulo, onde passaram a estudar presencialmente com apoio financeiro.

Cultura local e objetivos

Bastos tem forte herança japonesa, que influenciou a visão de mundo dos gêmeos. Eles passaram a valorizar o devolver à sociedade e já desenvolveram projetos de ensino de matemática em escolas públicas.

Além dos estudos, a dupla manteve atividades esportivas como dança, baseball e beach tennis, mantendo equilíbrio entre aprendizado e prática física.

Custos e viabilidade

Estudar em universidades como Cornell ou MIT pode custar entre US$ 90 mil e US$ 100 mil por ano. As instituições costumam oferecer apoios com base no perfil do aluno e necessidade econômica, abrindo caminhos para estudantes com trajetória como a deles.

Proximidade familiar e próximos passos

A família, incluindo primas já em universidades americanas, reforça o ambiente de alto desempenho. Um primo de 17 anos encara a pressão de seguir caminho similar, com foco em medicina em universidades conceituadas.

A notícia mostra como educação, apoio familiar e cultura local podem abrir portas para instituições de ponta, mesmo em cidades do interior. O foco permanece na trajetória dos gêmeos e no contexto que a tornou possível.

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