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Alunos da USP entram em greve por verba de permanência e bandejão

Greve na USP avança: 60% dos cursos aderiram; pautas incluem bandejões, PAPFE e espaços estudantis, sem alteração no calendário acadêmico

‘Bandejão’ e verba à permanência estudantil: saiba por que alunos da USP estão em greve
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  • Estudantes de 104 cursos da Universidade de São Paulo continuam em greve, cerca de 60% da instituição, com adesão em 43 unidades; mesa de negociação com a reitoria está prevista para hoje, 28 de abril.
  • Entre as reivindicações estão melhorias nos bandejões, aumento do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para o valor de salário mínimo (R$ 1.804) e ampliação de políticas de permanência estudantil.
  • A Pró-Reitoria de Graduação (PRG) não autoriza alterações no calendário acadêmico; aulas, provas e prazos devem seguir normalmente.
  • O movimento também discute a regulamentação de espaços ocupados por entidades estudantis; a reitoria revogou a minuta e criará um grupo de trabalho com participação estudantil.
  • Sobre os bandejões, a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) diz que inspeções da Vigilância Sanitária não encontraram irregularidades e que há controle de qualidade diário; o PAPFE tem orçamento previsto de cerca de R$ 461 milhões para 2026, alta de 8,25% em relação ao ano anterior.

A greve de estudantes da USP continua em curso, envolvendo 104 cursos de cerca de 180 na instituição. O movimento, apoiado pelo DCE, iniciou-se em 14 de abril para reivindicar melhorias nos bandejões, reajuste do PAPFE para salário mínimo e ampliação das políticas de permanência. A greve atinge as 43 unidades da universidade, em capital e interior.

Uma mesa de negociação entre estudantes e a reitoria foi marcada para esta terça-feira (28). Entre as pautas, a melhoria das refeições, o aumento do PAPFE para o equivalente a um salário mínimo de São Paulo e a ampliação de políticas de permanência estudantil. A paralisação ganhou adesão ao longo de abril.

Apesar do movimento, a Pró-Reitoria de Graduação informou que não haverá alterações no calendário acadêmico. Aulas, provas e prazos devem seguir normalmente, o que gerou resistência entre integrantes do movimento. O DCE acusou a medida de desmobilizar propostas dos estudantes.

Protagonismo e contradições

No campus, há quem defenda a continuidade das atividades administrativas e acadêmicas, enquanto outros defendem o contato direto com propostas de reformulação de espaços e serviços. Um ponto de tensão envolve a regulamentação de espaços ocupados por entidades estudantis, incluindo centros acadêmicos e áreas de convivência.

O debate também aborda a prestação de serviços nos restaurantes universitários. A PRIP assegura inspeções da Vigilância Sanitária sem irregularidades, com visitas sanitárias registradas desde 2026. O movimento cobra auditorias independentes e melhoria da qualidade das refeições.

PAPFE e orçamento

Outra frente é o PAPFE, cuja reivindicação é a elevação do benefício ao nível de um salário mínimo (R$ 1.804) e a expansão do atendimento, que hoje alcança ~15.869 alunos. A USP afirma que o PAPFE é políticas consolidadas, com orçamento previsto de cerca de R$ 461 milhões para 2026, alta de 8,25% em relação ao ano anterior.

O movimento começou com o acatamento à Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Gace) para docentes, cuja isonomia foi atingida após pressão. A greve mantém o foco na qualidade dos serviços, permanência estudantil e organização de espaços, sem indicar encerramento imediato.

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