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Foco implacável na alfabetização mina o prazer de ler, diz relatório

Foco intenso na alfabetização empurra a leitura por prazer para a margem; queda da leitura diária entre cinco e dezessete anos de 39% (2012) para 25% (2025)

‘Children still need to be read to for the enjoyment it brings,’ says the report.
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  • O estudo aponta que o foco na alfabetização empurrou a leitura por prazer para a margem, com queda da leitura diária entre cinco e 17 anos de 39% em 2012 para 25% em 2025; quem lê raramente ou nunca subiu de 5% para 15%.
  • Entre 2024 e 2025 houve aumento da leitura diária/ semanal entre 11 e 17 anos, e a proporção de meninos de 14 a 17 anos que nunca leem caiu de 36% para 30%.
  • Menos jovens dizem que livros não são legais (de 45% para 38%) e menos afirmam preferir TV, videogames ou internet à leitura (de 76% para 69% entre 14 e 17 anos).
  • Descoberta de livros via redes sociais aumentou: BookTok de 23% para 27% (14 a 17 anos) e YouTube de 25% para 30% (11 a 17 anos).
  • Para crianças de cinco a dez anos, apenas 32% leem diariamente por prazer em 2024, estável há três anos e abaixo de 55% em 2012; barreiras incluem dificuldade de encontrar livros e influência das telas, com recomendação de ler para crianças com frequência e em diversos contextos para estimular o hábito.

O estudo conduzido pela HarperCollins analisa tendências de leitura entre crianças do Reino Unido. O foco contundente na avaliação de alfabetização nas escolas, segundo o relatório, tem empurrado a leitura por prazer para a margem. Dados de 2012 a 2025 mostram queda na leitura diária entre 5 e 17 anos.

A pesquisa utiliza dados de HarperCollins, NielsenIQ e The Reading Agency para explicar como a busca por habilidades literárias tem impactado o hábito de ler por prazer. O recorte abrange crianças em idade escolar e aponta mudanças ao longo de 13 anos.

Entre 2012 e 2025, a leitura diária por prazer caiu de 39% para 25% entre 5 e 17 anos. A parcela que lê raramente ou nunca aumentou de 5% para 15%. Ainda assim, houve avanços entre 2024 e 2025 entre 11 e 17 anos, especialmente entre meninas e meninos.

Resultados por faixa etária

Entre 14 e 17 anos, a proporção de meninos que nunca leem caiu de 36% para 30% no período anual. A percepção de que os livros são legais também diminuiu o medo de escolher leitura, com queda de 45% para 38% na faixa 11-17 anos entre 2024 e 2025. A ideia de abandonar a leitura em favor de telas diminuiu, caindo de 76% para 69% entre 14 e 17 anos.

A influência das redes sociais ficou evidente. O BookTok levou 23% a 27% dos 14-17 anos a descobrir livros em 2025, enquanto o YouTube passou de 25% para 30% entre 11 e 17 anos. Esses canais substituem parte da recomendação de leitura tradicional.

Perspectivas para leituras mais jovens

Entre 5 e 10 anos, apenas 32% leram diariamente em 2024, mantendo o patamar estável após quedas desde 2012, quando 55% faziam leitura diária. A parcela de 5 a 7 anos que lê raramente ou nunca subiu de 8% para 11% em um ano.

O estudo aponta barreiras como a dificuldade de encontrar títulos de interesse e a competição com telas. Sugerem-se estratégias para remover a pressão e tornar a leitura uma atividade social, além de enfatizar o papel da leitura em voz alta para formar hábitos.

Recomendações e percepções dos pais

O relatório ressalta que ler para crianças além da fase de decodificação favorece o engajamento futuro, com a leitura diária parental aumentando a probabilidade de leitura independente. Três quintos de crianças entre 3 e 7 anos não têm leitura diária. Ainda assim, 71% dos pais com filhos até 13 anos desejam maior tempo de leitura, ante 65% em 2019.

Entre os motivos para ler para os filhos, fatores ligados à alfabetização aparecem como principais, com 58% dos pais não associando apenas o prazer à prática. O estudo recomenda compreender a diferença entre alfabetização e leitura por prazer e orientar os pais nessa direção.

Conclusões operacionais do estudo

O relatório defende que estimular a leitura por prazer requer abordagens distintas das voltadas à alfabetização, mas ambas são essenciais. Propõe ferramentas práticas para que pais, educadores e políticas públicas incentivem a leitura de forma efetiva e observável.

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