- Um grupo de lideranças do Brasil, México e Colômbia visitou iniciativas de pátios e parques naturalizados em São Paulo para observar soluções em educação e adaptação climática.
- Exemplos visitados incluem CEU Campo Limpo, com mini floresta que facilita infiltração de água e oferece sombra; Sesc Interlagos, com trilha na mata e horta agroecológica; e a Escola Ágora, em Cotia, com espaços ao ar livre e materiais naturais.
- Em Campinas, projetos menores, como Instituto Sementes do Amanhã e Espaço Crescer e Vencer, incorporam morrinho, escorrega, áreas de água e uso de recursos privados para viabilizar a transformação.
- As intervenções são moldadas pela demanda da comunidade, pelos recursos do território e pelas condições ambientais, combinando paisagismo, mobiliário, arte, identidade cultural e soluções baseadas na natureza para favorecer o brincar e a aprendizagem ao ar livre.
- A expansão dessas iniciativas depende de políticas intersetoriais entre educação, meio ambiente, saúde e planejamento urbano; há guia educativo conjunto do FNDE e do Instituto Alana para apoiar escolas nessa transformação.
Não há como negar: a vida ao ar livre é vista como prioridade por gestores de educação ao redor do Brasil. Pesquisas indicam benefícios do contato com a natureza para o desenvolvimento infantil e para a resiliência climática dos territórios. Iniciativas de pátios naturalizados surgem como respostas a essa demanda, especialmente em áreas urbanas.
Um grupo de lideranças de Brasil, México e Colômbia visitou projetos em São Paulo para observar de perto espaços que funcionam como ambientes de aprendizado na natureza. A imersão buscou aproximar gestão pública da prática cotidiana de pátios e parques naturalizados, com diferentes modelos de financiamento e públicos atendidos.
Espaços naturalizados em São Paulo e interior
Em Campo Limpo, CEU ganhou mini floresta com espécies nativas, água infiltrando no solo e sombra para as crianças. No Sesc Interlagos, uma trilha em mata fechada e uma horta agroecológica destacam a interação com plantas, sementes e madeira.
Na Escola Ágora, em Cotia, gestores ouviram alunos sobre bancos e mesas de tronco, compostagem e leitura em áreas ao ar livre. Em Campinas, o Pátio Naturalizado do Instituto Sementes do Amanhã evidencia morrinho com escorrega e canteiros. Outro espaço na cidade, o Instituto Crescer e Vencer, foca em brincadeiras com água com respiradouros, mangueira e áreas de lama.
Planejamento e impactos
Os espaços são moldados pela comunidade, pelos recursos naturais e pelas condições ambientais locais. Elementos como paisagismo, arte, identidade cultural e mobiliário compõem o ambiente, com uso de Soluções Baseadas na Natureza para enfrentar o clima. A publicação Educação Baseada na Natureza serve como referência para escolas interessadas.
Especialistas enfatizam que ampliar o alcance dessas iniciativas exige políticas intersetoriais entre educação, meio ambiente, saúde e urbanismo. Redes de apoio técnico, como a Urban 95, oferecem suporte para replicar e adaptar os projetos aos territórios.
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