- Quase metade das creches brasileiras tem excesso de crianças por professor, chegando a 46% do total.
- A média é de 9,1 crianças por docente, mais que o dobro do que ocorre em países da OCDE (4,9). As referências variam conforme a faixa etária (0 a 12 meses: 6 bebês por professor; 12 a 24 meses: 10; 24 a 36 meses: 15).
- Apenas 54% das creches trabalham com a proporção adequada; desigualdades регионеais aparecem, com Amapá tendo baixa cobertura (9,74%) e São Paulo, a maior cobertura (56,83%), mas com 34,2% das escolas com número excessivo.
- Em 62% das unidades, os professores não contam com o apoio de assistente ou outro docente; problemas também aparecem na infraestrutura: apenas 53% têm banheiros adequados, 56% com brinquedos apropriados e 74% com livros adequados.
- O novo Plano Nacional de Educação foi sancionado, ampliando a meta para atender 60% das crianças de 0 a 3 anos e estabelecer que, nos próximos cinco anos, municípios garantam atendimento a 100% da demanda manifesta.
Quase metade das creches do Brasil trabalha com mais crianças por professor do que o recomendado, segundo os Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infantil. O indicador, lançado pelo Iede, usa dados de 2024 do Censo Escolar e projeções do IBGE.
O levantamento traz informações inéditas sobre matrículas na educação infantil em todos os municípios. Mostra também que a cobertura de vagas não atingiu a meta, apesar de avanço recente.
Desempenho e qualidade
A média nacional é de 9,1 crianças por professor na faixa 0 a 3 anos, mais que o dobro do que ocorre em países da OCDE (4,9). Apenas 54% das creches atendem à proporção adequada por faixa etária.
Entre 0 e 12 meses, a recomendação é de 6 bebês por docente; de 12 a 24 meses, 10; e de 24 a 36 meses, 15. Em média, a proporção no Brasil é de 1 professor para 9,1 alunos.
Desigualdades regionais
Estados com menor cobertura também registram maior excesso de alunos por professor. O Amapá tem apenas 9,7% de matriculas, com menos de um terço das creches na faixa adequada.
São Paulo apresenta a maior cobertura, com 56,8% de matrícula, mas ainda registra 34,2% de unidades com superlotação. A disparidade persiste entre regiões e municípios.
Condições de educação infantil
Em creches da rede pública, apenas 53% têm banheiros adequados para crianças; 56% possuem brinquedos apropriados; 74% contam com livros compatíveis com a faixa etária.
Mais de metade das unidades não conta com assistente ou outro docente em sala, agravando a carência de suporte para as educadoras.
Perspectivas institucionais
O novo Plano Nacional de Educação, sancionado recentemente, aumenta a meta para 60% da população de 0 a 3 anos em creches. O documento também determina atendimento integral da demanda manifesta nos próximos cinco anos.
Essa evolução, no entanto, depende de ampliar vagas sem comprometer a qualidade. O objetivo é equilibrar crescimento de vagas com melhoria de infraestrutura e formação docente.
Entre na conversa da comunidade