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Educação na vida adulta: por que aprender depois dos 30 é difícil

Medo de errar, vergonha e multitarefa digital dificultam aprender na vida adulta, mesmo com neuroplasticidade do cérebro

Vergonha de errar, medo do julgamento e excesso de estímulos digitais são principais sabotadores do aprendizado | Reprodução
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  • Segundo a neurocientista Carol Garrafa, vergonha de errar, medo de julgamento social e excesso de multitarefa digital são os principais sabotadores do aprendizado depois dos 30 anos.
  • O cérebro adulto continua capaz de aprender, mas esses fatores emocionais interrompem o processo e atrasam o desenvolvimento de novas habilidades.
  • A prática de errar é essencial para consolidar novas conexões neurais; evitar o erro por vergonha reduz oportunidades de aprendizado.
  • A multitarefa digital eleva a sobrecarga cognitiva e atrapalha a retenção de informações, prejudicando quem estuda enquanto lida com várias demandas.
  • Ainda assim, o aprendizado ao longo da vida é possível e benéfico, desde que haja foco, prática e disposição para sair da zona de conforto.

Estudos e especialistas indicam que aprender algo novo depois dos 30 pode ser mais desafiador do que na juventude. Fatores emocionais aparecem como barreiras relevantes nesse processo de aquisição de idiomas, habilidades profissionais ou novos hobbies.

A neurocientista Carol Garrafa aponta que o medo de errar, a vergonha do julgamento social e o excesso de multitarefa digital são os principais entraves. Ela defende que o cérebro adulto continua capaz de aprender, mas essas barreiras dificultam o andamento do aprendizado.

O problema não é a capacidade cerebral, mas o clima emocional ao redor do processo. Quando a vergonha permanece ou o receio de parecer incompetente domina, muitos evitam situações de estudo, o que atrasa a consolidação de novas conexões neurais.

Barreiras emocionais e a prática do erro

Na infância o erro é visto como parte natural do aprendizado; na vida adulta ele é frequentemente associado a fracasso profissional. Esse receio leva pessoas a evitar desafios cognitivos, reduzindo oportunidades de desenvolver habilidades.

O ato de aprender envolve tentativa, erro e repetição. Ao evitar o erro por vergonha, o adulto interrompe a dinâmica necessária para consolidar o conhecimento, segundo a neurocientista.

Multitarefa digital e retenção de informações

O hábito de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, especialmente com dispositivos digitais, sobrecarrega a mente. Alternar entre emails, mensagens e redes sociais demanda energia cognitiva e prejudica a assimilação do conteúdo.

Essa sobrecarga é mais intensa para quem concilia estudo com demandas profissionais e pessoais, impactando a retenção de conteúdos aprendidos e a fluidez do estudo.

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