- Índia tornou as aulas de programação obrigatórias para estudantes a partir de 11 anos desde 2020, usando IA e linguagem natural para ensinar em línguas locais como hindi ou bengali.
- China investe em robótica e IA desde 2017, com confirmação de que, a partir de setembro de 2025, crianças a partir de seis anos terão aulas de IA obrigatórias na escola.
- No Brasil, o programa Mais Ciência na Escola, lançado em junho de 2024, investe R$ 100 milhões para criar laboratórios de criação e promover conceitos tecnológicos em escolas públicas, como parte do PNED.
- O Brasil é apontado como a quarta maior comunidade de desenvolvedores no GitHub (Octoverse 2025), com crescimento anual superior a vinte oito por cento e expectativa de superar a China no ranking global nos próximos cinco anos.
- Países do Brics lideram comunidades de desenvolvedores, evidenciando o potencial de crescimento e competitividade na corrida tecnológica e de IA, com foco na educação básica para formar talentos desde cedo.
Nos anos 90 e início dos 2000, escolas introduziam informática com monitores grandes para ensinar navegação. Hoje, a geração nativa digital soma aulas de programação e IA desde a educação básica. Índia e China adotam essa integração para fortalecer educação digital e preparar futuros profissionais.
Ferramentas como GitHub Copilot e GitHub Spark ajudam jovens programadores a entender e escrever código pela linguagem natural. Na Índia, desde 2020 a programação é obrigatória para estudantes a partir de 11 anos, com uso de IA para permitir programação em hindi ou bengali antes do inglês.
A China investe pesado em robótica e IA na escola desde 2017, gerando um mercado de educação em programação que movimentou cerca de R$ 4 bilhões naquele ano. A partir de setembro de 2025, crianças a partir de seis anos terão IA obrigatória na escola, com conteúdos introdutórios nos anos iniciais.
O que está acontecendo
No Brasil, iniciativas como o programa Mais Ciência na Escola, lançado em junho de 2024, promovem inclusão digital por meio de “laboratórios de criação” em escolas públicas. O foco é ensino prático e investigativo de tecnologia.
O programa tem aporte de R$ 100 milhões, financiado pelo FNDCT, e integra o Plano Nacional de Educação Digital (PNED). A meta é alcançar escolas municipais e estaduais para apresentar conceitos básicos de tecnologia e estimular carreiras em TI.
Como o Brasil se posiciona
Apesar dos investimentos, ações brasileiras aparecem menos objetivas que as de Índia e China. O país figura como a quarta maior comunidade de desenvolvedores no GitHub, com crescimento anual acima de 28%, segundo o relatório Octoverse 2025.
A expectativa é que o Brasil supere a China no ranking global nos próximos cinco anos, com três países do Brics liderando comunidades de desenvolvedores. A educação básica é vista como ponto de partida para longo prazo sustentável.
Perspectivas e impactos
A inteligência artificial facilita o acesso à programação, tornando o aprendizado mais rápido e intuitivo. A estratégia nacional envolve formar profissionais desde a escola para reduzir a escassez de talentos no setor.
O tamanho da comunidade brasileira e a demanda por especialistas indicam potencial para transformar o desafio em motor de inovação. A iniciativa de educação digital pode moldar o futuro tecnológico do país.
Importante
Julio Viana atua como gerente regional do GitHub no Brasil.
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