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Militantes israelenses intensificam ataques a escolas na Cisjordânia

Morte de Aws al-Naasan, 14 anos, em ataque a escola em Mughayyir evidencia violência contra educação palestina e preocupa famílias e docentes

Footage from inside the Mughayyir school shows terrified children and teachers crouched in stairwells.
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  • No dia 21 de abril, um reservista israelense atirou e matou Aws al-Naasan, de 14 anos, ao lado da escola secundária masculina de Mughayyir, na Cisjordânia ocupada.
  • Minutos depois, o mesmo atirador matou o irmão mais novo de Waheed Abu Naim, professor da escola, cuja família mora ao lado do estabelecimento.
  • A violência contra educação ocorre em toda a Palestina ocupada, com ataques contínuos a escolas e alunos, especialmente na Cisjordânia e em Gaza, segundo várias organizações.
  • Em Hammamat al-Maleh, vilarejo ao norte do Vale do Jordão, assentados destruíram quatro salas de aula e outras estruturas de uma escola financiada por fontes francesas; a França pediu indenização ao governo israelense.
  • A Análise de organizações de direitos humanos, como a B’Tselem, aponta um padrão de ataques que visam expulsar palestinos de suas casas, muitas vezes envolvendo milícias, colonos e forças israelenses.

Um tiroteio em uma escola na Cisjordânia deixou um estudante de 14 anos morto, após um reservista israelense abrir fogo próximo à porta oeste da escola Mughayyir, segundo relatos e registros de segurança. O ataque ocorreu na manhã de 21 de abril, no vilarejo de Mughayyir, região nordeste de Ramallah. O aluno Aws al-Naasan foi alvejado na cabeça e morreu no local.

Testemunhas descrevem que o agressor surgiu de uma área elevada, após a chegada de três homens e quatro soldados mascarados ao entorno da escola. Enquanto os colegas corriam para abrigo, Aws foi atingido e caiu; outros estudantes e professores foram orientados a se esconder. Vídeos mostram alunos e docentes em corredores e escadarias.

Após o disparo, colegas ajudaram Aws a sair do local de risco, mas ele não resistiu. Também foi morto o irmão mais novo de um professor da escola, Jihad Abu Naim, 36 anos, cuja família mora ao lado. A esposa de Abu Naim está grávida de uma menina prevista para este mês.

A vila de Mughayyir, com cerca de 3 mil moradores, já enfrentou violência de colonos há anos. Em 2019, o pai de Aws, Hamdi al-Naasan, foi morto a tiros por um colonizador quando ajudava feridos. A comunidade acusa histórico de ataques contra escolas e estudantes na região.

Após o ocorrido, as aulas na Mughayyir ficaram suspensas por uma semana. Pais e docentes discutiram o futuro escolar das crianças diante das ameaças. Um colega de Aws disse estar preocupado com a volta às salas de aula.

Contexto sobre violência e educação

A escalada de violência afeta também a educação em Gaza, onde mais de 600 mil estudantes enfrentam interrupções de ensino. As estatísticas das Nações Unidas indicam dezenas de milhares de mortos entre professores e alunos desde conflitos recentes.

Além de ataques diretos, a infraestrutura educacional sofre danos. Em Hammamat al-Maleh, norte do vale do Jordão, obras financiadas por governos europeus foram destruídas por máquinas de usuários de colonos, incluindo salas e pátios. O governo francês solicitou compensação.

Em Umm al-Khair, sul de Hebrom, o acesso a uma escola foi bloqueado por arame farpado desde 13 de abril. Moradores afirmam que a medida visa pressionar a comunidade a abandonar as terras. Soldados usaram gás lacrimogêneo contra adultos e crianças em protestos.

Organizações internacionais ressaltam que ataques contra educação palestina não são isolados. Um porta-voz da Unicef destacou que o impacto chega às famílias, afetando rotinas e sono das crianças. As forças de Israel mantêm presença constante em zonas de conflito.

A defesa israelense informou que o atirador era um reservista que teria aberto fogo após pedras terem sido lançadas contra seu veículo. Não houve escolta de tropas no momento do ataque, segundo o comando, que ressaltou que o agressor agiu de forma independente.

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