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David da Vinci: menino gênio mexicano tem QI superior ao de Einstein

De Querétaro, menino de dez anos com QI de 162 faz conferências, prepara livro e lança aplicativo anti-bullying

'Não somos extraterrestres: temos altas habilidades, mas continuamos sendo crianças', comenta David
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  • David Camacho, de Querétaro, tem quociente de inteligência de 162, acima do mínimo para altas habilidades.
  • Aos 10 anos, ele já apresenta conferências em universidades e organismos internacionais, prepara um livro e participou de treinamento espacial na NASA.
  • Adotou o apelido nas redes “David da Vinci” e busca seguir o exemplo de Leonardo da Vinci, polímata que o inspira.
  • Criou o aplicativo Macayos, plataforma mexicana com inteligência artificial para ensinar crianças a gerenciar emoções, em resposta ao bullying que sofreu.
  • O garoto foi diagnosticado com altas habilidades rapidamente; ele afirma que existem muitos talentos não recebendo apoio no país.

David Camacho, conhecido nas redes como “David da Vinci”, tem 10 anos e um QI de 162. Ele já realiza conferências em universidades mexicanas e para organizações internacionais, além de estar prestes a lançar um livro.

O garoto é natural de Querétaro e afirma que, apesar do talento, ainda é criança. O objetivo dele é transformar esse potencial em contribuições para a ciência, a tecnologia e o bem-estar humano.

O talento de David ganhou visibilidade após referências à sua relação com Leonardo da Vinci, que o inspira a explorar áreas diversas como ciência, engenharia e artes. O garoto adotou o apelido para refletir esse perfil polímata.

Educação e talento

David estuda em uma escola internacional online, com foco em preparação universitária. Além do espanhol, já domina inglês, francês e alemão e investe no estudo de russo, português e italiano.

Ele também já teve uma experiência marcante ao visitar a sede da NASA, em Houston, onde participou de um programa de treinamento espacial, pilotou um voo simulado e vivenciou a gravidade zero.

O garoto diz que pode chegar à NASA no futuro e que pretende combinar ciência com negócios, apontando para grandes metas, como inovar em áreas espaciais.

Viagem à NASA e aspirações

Ainda que em ascensão, David reconhece que o caminho não foi fácil. Ele relata ter sofrido bullying na escola dos sonhos, o que motivou um foco maior na defesa de ambientes inclusivos para crianças com altas habilidades.

A mãe, Claudia Flores, lembra que o filho demonstrava facilidade desde cedo, o que levou a buscar suporte especializado durante a pandemia de covid-19. Ela ajudou a identificar o diagnóstico de altas habilidades.

A família afirma que existem muitas crianças com superdotação no México não identificadas ou mal diagnosticadas, segundo entidades locais. O caso de David tem sido usado para discutir políticas de apoio a talentos.

Combate ao bullying e aplicativo

Para transformar a experiência negativa, David está desenvolvendo o Macayos, uma plataforma digital com IA para ensinar crianças a gerenciar emoções de forma lúdica. O objetivo é promover empatia e inclusão.

O garoto incentiva que quem pratica bullying seja mais compreensivo com colegas com altas habilidades. Ele reforça que não é extraterrestre, apenas uma criança com capacidades elevadas.

Diagnóstico e contexto

Especialistas destacam que muitos casos são confundidos com TDAH ou autismo, atrasando o atendimento adequado. Dados do Cedat indicam cerca de um milhão de crianças superdotadas no México, com grande parte não identificada.

David ressalta a importância de apoio adequado e de oportunidades educacionais para que talentos permaneçam no Brasil e no México, evitando migração forçada por falta de recursos.

Sua mãe descreve o desafio de acompanhar o ritmo dele, comparando-o a ter dois esquilos na cabeça, mas com humor reconhece o olhar otimista do filho para o futuro.

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