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Estudo nos EUA aponta impacto quase zero da proibição de celulares em escolas

Estudo dos EUA sugere que a proibição de celulares em escolas tem impacto próximo de zero no desempenho, apesar de queda no uso, alimentando debate no Reino Unido

Last month, the UK’s Department for Education announced that it would legislate to make restrictions on phones a statutory requirement for England’s state schools.
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  • Estudo americano com quase mil oitocentos colégios mostrou que proibições estritas de celulares têm impacto quase zero no desempenho acadêmico e não aumentam a frequência ou reduzem o bullying online.
  • Análise de dados de uso GPS indicou queda considerável do uso de celulares até o terceiro ano de proibição, em escolas que adotaram o bloqueio em gavetas magnéticas.
  • Não houve ganho mensurável em notas padronizadas, frequência ou atenção em sala; houve ganhos modestos em matemática entre estudantes mais velhos e efeitos negativos entre os mais jovens.
  • Houve pico de suspensões e bem‑estar menor no primeiro ano de implementação, mas impactos disciplinares se dissipam com o tempo e o bem‑estar se recupera nos anos seguintes.
  • No Reino Unido, o governo anunciou intenção de tornar a proibição de celulares obrigatória nas escolas estaduais; entidades locais já discutem políticas mais rígidas, com foco em entrega ou bloqueio durante o dia escolar.

O estudo de universidades americanas, incluindo Stanford e Duke, avaliou quase 1.800 escolas secundárias. Em escolas onde os celulares ficavam guardados em bolsos magnéticos, não houve diferença expressiva em desempenho acadêmico, frequência ou bullying online em comparação com escolas sem proibição rigorosa.

Os pesquisadores observaram que, ao longo de três anos, o uso reduzido de telefones caiu, com dados de GPS analisados pela equipe. Ainda assim, os ganhos em testes padronizados foram próximos de zero, assim como impactos em frequência, atenção em sala e bem‑estar. Houve, em contrapartida, efeitos modestos positivos em matemática entre alunos mais velhos e impactos negativos em alunos mais jovens.

O estudo, divulgado pelo National Bureau of Economic Research, destaca que o resultado não deve afastar políticas de restrição. Um dos autores, o professor Thomas Dee, afirma que resultados não devem levar a rejeitar reformas relevantes, já que há sinais encorajadores na redução do uso de telefones.

Resultados da pesquisa

A pesquisa aponta que a queda no uso de celulares não se traduziu em ganhos consistentes de aprendizagem. Além disso, houve elevação temporária de suspensões e piora no bem‑estar na primeira ano da implementação, com a recuperação gradual dos efeitos negativos nos anos seguintes. Conclui ainda que efeitos médios nos escores de provas estão próximos de zero.

Contexto no Reino Unido

No Reino Unido, o Departamento de Educação anunciou que pretende tornar a proibição de celulares uma exigência legal para as escolas públicas da Inglaterra. Dados da comissão de crianças britânica indicam que mais de 90% das escolas já adotavam políticas de não uso de aparelhos. As novas regras devem exigir a entrega ou o recolhimento dos aparelhos durante o período escolar.

Repercussões e exames

O Girls’ Day Schools Trust, que administra 25 instituições, anunciou proibição de celulares para estudantes até o Year 11 a partir de setembro, citando impactos prejudiciais em meninas. Em época de provas, o regulador de exames britânico Ofqual reiterou aos candidatos que aparelhos podem implicar desclassificação ou perda de pontos, destacando a necessidade de manter dispositivos fora das salas de exame.

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