- Moraes determinou prisão preventiva e afastamento de Thiago Rangel (Avante-RJ) e mais seis investigados em ação que apura desvios na Educação e na Alerj.
- Mandados foram cumpridos em 21 endereços; objetivo é interromper a atuação da organização criminosa envolvida.
- A investigação aponta que Rodrigo Bacellar chefiava o esquema, que direcionava obras em escolas estaduais em troca de apoio político e financiamento ilícito de campanhas.
- Os repasses às Associações de Apoio à Escola cresceram de cerca de R$ 60 milhões por ano até 2018 para R$ 630 milhões em 2024, com R$ 500 milhões previstos para 2025.
- A PF identificou empresas de fachada, como Flademma (R$ 7,7 milhões) e Atec (R$ 11,4 milhões), além de planilha que detalhava distribuição de cargos para deputados, incluindo Thiago Rangel.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão preventiva e o afastamento de Thiago Rangel, deputado estadual Avante-RJ, e de outros seis investigados. A ação mira esquema de corrupção na Seeduc e na Alerj.
Foram cumpridos mandados em 21 endereços, envolvendo pessoas ligadas à educação e à Assembleia. Rangel é apontado como um dos braços de organização criminosa investigada.
A organização seria liderada por Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, e agiria para direcionar obras em escolas estaduais em troca de apoio político e financiamento de campanhas.
Segundo a PF, havia fluxo de recursos descentralizado pela Seeduc para reformas, com aumentos de repasses. De 60 milhões anuais até 2018, para 630 milhões em 2024, com 500 milhões previstos para 2025.
Entre os alvos estão Luiz Fernando Passos de Souza, Rui Carvalho Bulhões Júnior, Fábio Pourbaix Azevedo, Júcia Gomes de Souza Figueiredo, Marcos Aurélio Brandão Alves e Vinícius de Almeida Rodrigues.
A decisão aponta uso de empresas de fachada e indícios de superfaturamento, citando a empresa Flademma, criada em 2023, envolvida em nove reformas com orçamento de 7,7 milhões, apesar da sede ser residencial.
Outro caso envolve a empresa Atec, ligada ao filho de uma subsecretária de Educação, que recebeu 11,4 milhões da pasta, segundo a apuração.
Desvios e estrutura do esquema
A decisão indica que Bacellar teria usurpado prerrogativas do governador, influenciando nomeações de secretários estratégicos, incluindo Fazenda, Educação e Polícia Militar.
Ainda conforme o documento, uma planilha encontrada no computador de Bacellar detalha a distribuição de cargos para deputados, incluindo 15 vagas na Alerj e cargos no Ipem e Detran destinados a Thiago Rangel.
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