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Projeto de preservação de rádios HBCU protege arquivos negros

Projeto de preservação de rádios HBCU digitaliza mais de 1.125 horas de áudio, visita quase duas dezenas de campi e torna acervos acessíveis via arquivos públicos de mídia

A student working at WJSU Radio.
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  • O HBCU Radio Preservation Project trabalha para salvar e tornar acessíveis os acervos de rádios de universidades historicamente negras (HBCUs), com os arquivos de WSHA disponíveis no American Archives of Public Broadcasting.
  • Desde a estreia de Shaw University em 1968, dezenas de rádios de HBCUs abriram caminho para formatos como podcasts, enquanto outras instituições migraram para redes sociais; hoje cerca de trinta rádios permanecem ativas.
  • O projeto digitalizou mais de 1.125 horas de áudio e já visitou quase duas dúzias de campi, além de ter realizado mais de noventa entrevistas para histórias orais, com mais de 140 horas de registro.
  • A iniciativa oferece treinamento, facilita inventário, empacotamento e digitalização de acervos e trabalha com as instituições para manter seus materiais sob custódia, com apoio da American Archives of Public Broadcasting.
  • As histórias orais ajudam a evidenciar o papel das rádios universitárias nas lutas civis e na comunidade, com os materiais devolvidos às instituições acompanhado de reconhecimento institucional.

A iniciativa HBCU Radio Preservation Project trabalha para salvar e tornar acessáveis os acervos de rádios de universidades históricamente negras (HBCUs). O esforço ganhou força após Shaw University, em Durham, NC, ter a estação WSHA no ar desde 1968, influenciando outras instituições da região.

Com o tempo, mais de 100 HBCUs existem, e cerca de 30 mantêm emissoras ativas. Algumas migraram para podcasts e formatos de vídeo curtos nas redes sociais, enquanto outras reduziram a atuação. Em 2018, WSHA fechou as portas, deixando para trás décadas de material histórico.

Como funciona o projeto

A pesquisadora Jocelyn Robinson, ao trabalhar na preservação da WYSO, em Yellow Springs, Ohio, iniciou o mapeamento das rádios das HBCUs e criou o projeto. O objetivo é catalogar fundação, formato e alcance de cada emissora para orientar ações de preservação institucional.

O projeto oferece treinamento a estações e aos arquivos das universidades, com foco em preservação audiovisual. Também organiza a bolsa de preservação de rádio das HBCU, abrindo oportunidades para recém-formados atuarem na área e apoiarem as rádios e arquivos.

O trabalho envolve reformatação, inventário, empacotamento e digitalização de materiais. Ao final, as instituições recebem opções da American Archives of Public Broadcasting para tornar parte do acervo acessível ao público.

Resultados e impacto

Até o momento, mais de 1.125 horas de áudio foram digitalizadas e quase duas dezenas de campi foram visitados. O grupo já realizou entrevistas com mais de 90 pessoas, somando mais de 140 horas de histórias orais gravadas.

As entrevistas registram o papel das rádios universitárias na luta por direitos civis e pela expressão cultural. Um foco relevante é ouvir ex-alunos que iniciaram carreira na área, contribuindo para a memória institucional.

Retorno para as instituições

Após a digitalização, o material é devolvido às universidades. Um recipiente com formato de rádio histórico é enviado às rádios e bibliotecas, com uma placa de reconhecimento pela parceria. Em Shaw, por exemplo, foram devolvidas 46 horas de episódios de Traces of Faces and Places.

O projeto também valoriza a memória de equipes dedicadas, como docentes, ex-alunos e colaboradores que contribuíram para a comunicação na era analógica. A preservação, segundo a equipe, serve como elo entre gerações e comunidades locais.

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