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PM cerca reitoria da USP ocupada por estudantes e corta água e luz

PM cerca a reitoria ocupada da USP; água e energia cortadas enquanto estudantes exigem retomada das negociações e aumento dos auxílios estudantis

Alunos tomam reitoria da USP - Felipe Iruatã / Folhapress
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  • A Polícia Militar cercou a reitoria da USP, ocupada por estudantes, com viaturas posicionadas nas imediações e acessos fechados.
  • Por volta das oito horas, energia elétrica e água do prédio foram cortadas; estudantes ocuparam o local desde a tarde de quinta-feira e organizam turnos de permanência.
  • Os alunos reivindicam retomada das negociações e aumento nos auxílios do programa Papfe; a gestão de Aluisio Segurado não abriu canais de contato até o momento.
  • A reitoria divulgou nota afirmando que lamenta a escalada da violência e que acionou forças de segurança para evitar danos ao patrimônio; propôs reajuste do benefício de 885 reais para 912 reais, enquanto os estudantes pleiteiam cerca de 1.804 reais.
  • O movimento planeja reuniões entre centros acadêmicos, atividades no entorno e novas medidas para os próximos dias; a ocupação é a primeira desde 2013.

A Polícia Militar cercou a reitoria da USP, que continua ocupada por estudantes desde a tarde de ontem. Veículos da PM ficaram próximos aos acessos, enquanto parte do efetivo acompanhava a movimentação no local.

A energia elétrica e a água do prédio foram cortadas pela manhã, segundo os estudantes. A ocupação se mantém com alguns participantes dormindo no saguão e organizando turnos de permanência.

A gestão da universidade, chefiada por Aluisio Segurado, encerrou negociações sobre o fim da paralisação. O movimento cobra a retomada da mesa de negociação e um aumento nos auxílios estudantis para permanência.

A occupação ocorreu após a reitoria não responder aos contatos de deputados, vereadores e da coordenação estudantil. Não houve registro de feridos até o começo da manhã, segundo a SSP.

Reivindicações

Os estudantes pedem a reabertura das negociações e o reajuste dos auxílios do Papfe pelo IPC-Fipe, elevando o benefício de 885 para 912 reais. Eles contestam a proposta da reitoria de 912 reais.

O movimento, que envolve 17.587 pessoas atendidas pelo programa, afirma que deixará o prédio apenas com agendamento de uma reunião formal para tratar o tema. A ocupação é a primeira desde 2013.

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