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Reitor da USP: negociação deve ser consenso, não imposição

Reitor classifica invasão da Reitoria como violência contra o patrimônio público; negociações seguem com grupos de trabalho e PM para desocupação do espaço

O reitor Aluisio Augusto Cotrim Segurado – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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  • O reitor da USP, Aluísio Segurado, classifica a invasão do prédio da Reitoria, realizada em 7 de maio, como violência contra patrimônio público e interrompeu atividades administrativas.
  • Houve mais de vinte horas de negociações desde 14 de abril, com mais de 25 representantes estudantis e a criação de sete grupos de trabalho para tratar demandas.
  • A universidade mantém que algumas reivindicações foram atendidas, outras exigem estudos orçamentários, e há pontos considerados não passíveis de atendimento, como elevar o auxílio de permanência para além do valor proposto.
  • A paralisação atinge parcialmente campi como Butantã, USP Leste, área da saúde em Pinheiros e São Carlos; demais unidades seguem com atividades normais.
  • A USP afirma que o orçamento precisa atender à missão institucional como um todo, destacando investimento de mais de 460 milhões de reais anuais em programas de permanência estudantil.

O reitor da USP, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, concedeu entrevista ao Jornal da USP para esclarecer os acontecimentos desta semana. A invasão do prédio da Reitoria, ocorrida em 7 de maio, interrompeu o funcionamento das atividades administrativas e afetou trabalhadores. A resposta da universidade envolveu segurança, diálogo com estudantes e avaliação de impactos orçamentários.

Avenida de ações, a instituição classifica o ato como violência contra o patrimônio público e defende o direito à manifestação. O reitor destacou que a ocupação impediu o trabalho nas pró-reitorias e órgãos da Administração Central, gerando prejuízos às atividades acadêmicas e administrativas.

A seguir, os pontos centrais do que aconteceu, quem está envolvido, quando e onde, com base na entrevista do reitor ao Jornal da USP.

Contexto e resposta institucional

A ocupação do prédio central da Reitoria mobilizou a Guarda Universitária e, posteriormente, a atuação da Polícia Militar para evitar danos maiores. O objetivo é desocupar o espaço e retomar as atividades o quanto antes, com mediação da força pública para reduzir riscos.

A USP informa que a paralisação alcançou parte de campi como Butantã, USP Leste, área da saúde em Pinheiros e São Carlos, enquanto outras unidades mantiveram-se com atividades normais. A instituição enfatiza que a gestão orçamentária atende à missão institucional, não apenas às demandas estudantis.

Diálogo com estudantes e encaminhamentos

Ao longo de mais de 20 horas de negociação desde 14 de abril, a universidade estruturou três categorias de demandas: algumas de atendimento imediato, outras que exigem estudos orçamentários e a criação de grupos de trabalho; e itens que não seriam passíveis de atendimento. Ao todo, mais de sete grupos foram formados com participação estudantil.

A reitoria apresentou propostas sobre permanência estudantil, bolsas de estudo, e evitar critérios de engajamento acadêmico para manter auxílios. Também foi apresentada uma proposta de reajuste para o auxílio, com limites orçamentários que impedem aumento ao nível de um salário mínimo paulista.

Alimentação, moradia e serviços

Em relação à alimentação, a USP descreve mecanismos de controle de qualidade e fiscalização sanitária, com laudos disponíveis para consulta. Houve expansão de refeições em alguns restaurantes. No Crusp, grupos de trabalho já atuavam em manutenção, internet e elevadores, com novas demandas como filtros de água em todos os andares.

Perspectivas para o semestre e orçamento

Sobre o risco de perda do semestre, o reitor afirma que o calendário letivo continua, com margem para ajustes curriculares. A continuidade depende do encerramento da paralisação para reorganizar o calendário e cumprir a carga horária mínima exigida.

Valorização de docentes, servidores e estudantes

A entrevista ressalta que as medidas de valorização para docentes e servidores já estavam em curso, com previsão de implementação no próximo ano devido a limitações legais. A USP reforça que o orçamento deve atender à missão institucional como um todo, incluindo pesquisa, extensão e serviços à população.

Considerações finais do momento

A universidade reforça que não há espaço para negociação ilimitada, evitando atendimentos parciais que comprometam a viabilidade institucional. O objetivo é a desocupação pacífica e a retomada rápida das atividades acadêmicas e administrativas.

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