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Reitor da USP rejeita negociação com estudantes e vê agenda política na greve

Reitor da USP mantém posição de não reabrir negociações após invasão; sustenta valor final do auxílio permanência em R$ 912 e aponta agenda externa

Aluisio Augusto Cotrim Segurado, reitor da USP
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  • O reitor da USP, Aluisio Segurado, afirmou que não reabrirá negociações após a invasão da reitoria, ocorrida no dia 7, e que a proposta final de reajuste do auxílio permanência é de R$ 912,00.
  • A greve começou em 14 de abril; os estudantes pedem aumento para R$ 1.804,00, além de melhorias em restaurantes universitários, cotas e moradia estudantil.
  • A invasão resultou no cercamento do prédio pela Polícia Militar, com redução de energia e água no local.
  • Segurado aponta possível agenda política externa à universidade como motivação da greve e disse não saber quais interesses ela atende.
  • A USP afirma investir mais de R$ 460 milhões por ano em permanência estudantil, enquanto as gratificações a docentes custam cerca de R$ 238,44 milhões por ano cada uma.

O reitor da USP, Aluisio Segurado, informou que não reabrirá as negociações com estudantes em greve após a invasão do prédio da reitoria nesta quinta-feira, 7 de maio. A decisão se dá mesmo diante de reivindicações de reajuste no auxílio permanência.

Segurado afirma que a proposta final da universidade é de 912 reais para o benefício, e que não há espaço para nova negociação. Os alunos pedem o equivalente a um salário mínimo paulista, hoje estimado em 1.804 reais.

A invasão ocorreu quando a PM cerco o local e bloqueou acessos. Pelo menos, houve corte de energia e água no prédio por volta das 8h, com viaturas ao redor. O reitor aponta que há indícios de participação de grupos com agendas políticas externas.

Contexto da greve e demandas

A paralisação dos estudantes começou em 14 de abril, em apoio à greve de servidores que reivindicava reajuste na gratificação de 4.500 reais para docentes. Além do auxílio permanência, as principais demandas envolvem restaurantes universitários, políticas de cotas e moradia estudantil.

A gestão já havia apresentado propostas para encerrar o movimento, mas divergências mantiveram o impasse. Segurado afirma que a gratificação aos docentes é antiga e que a USP investe mais de 460 milhões por ano em permanência estudantil, superando o que seria gasto com as gratificações.

Situação na prática e próximos passos

O reitor relatou que a invasão gerou muita tristeza e destacou que a atuação da PM visou conter a circulação sem uso de violência. Ele também mencionou que o movimento pode estar ligado a uma agenda externa à universidade e que não houve confirmação sobre a saída dos estudantes caso o diálogo fosse reaberto.

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