- O reitor da USP, Aluísio Segurado, não descarta acionar a Justiça para reintegração de posse do prédio da reitoria, invadido por estudantes na tarde de quinta-feira, 7.
- Estudantes em greve desde o dia 23 ocupam o hall do edifício há mais de 24 horas e dizem que só sairão se as negociações forem reabertas pela universidade.
- A proposta da USP para o PAPFE elevaria o auxílio integral a R$ 912 e o benefício parcial para estudantes com moradia a R$ 340, enquanto os grevistas pedem R$ 1.804.
- A reitoria encerrou três rodadas de negociação; a ocupação persiste, com bloqueio inicial e invasão do prédio, após cortes de água e luz para desmobilizar.
- Segurado afirmou que houve invasão e criticou a presença de estudantes encapuzados ou com símbolos de partidos; afirmou que ainda não é o momento para novas negociações formais.
O reitor da USP, Aluísio Segurado, não descartou acionar a Justiça para retomar o prédio da reitoria, invadido por estudantes na tarde de quinta-feira, 7. A decisão pode ocorrer caso as negociações não avancem ou haja necessidade de mediação jurídica.
Os universitários estão em greve desde o dia 23 e ocupam o hall do edifício há mais de 24 horas. Eles só deixarão o local se a reitoria reabrir as negociações para debater as reivindicações do movimento. Segurado lembrou que, em 2023, foi preciso recorrer a soluções jurídicas para recuperar um prédio ocupado na época.
Contexto e negociações
Segundo o reitor, a USP já abriu três rodadas de negociação com o movimento estudantil, mas as propostas apresentadas foram rejeitadas. O objetivo atual é ampliar os canais de diálogo e buscar avanços nas demandas apresentadas pelos estudantes, entre elas temas estruturais e de assistência estudantil.
Demandas e propostas
A principal exigência envolve o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE). O programa hoje contempla benefícios que variam de R$ 335 a R$ 885. A USP propôs elevar o auxílio integral para R$ 912 e o parcial para R$ 340, conforme IPC-FIPE, mas os estudantes reivindicam R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista.
Situação na reitoria e medidas adotadas
Na manhã de sexta-feira, a reitoria chegou a suspender parte dos serviços no prédio, inclusive água e luz, para desmobilizar o ato. A Polícia Militar foi acionada para reforçar a segurança, acompanhando a situação no campus. Parte dos manifestantes utiliza capuzes, bandeiras e camisetas de partidos.
Perspectivas
Segurado afirmou que não reconhece falhas da gestão nas tratativas atuais, mas que novas rodadas de negociação podem ocorrer caso haja progressos reais. Ele reiterou que a possibilidade de recorrer à Justiça permanece em prática contingente, dependendo da evolução dos próximos movimentos. O desfecho ainda depende das próximas horas e do andamento das assembleias previstas para a próxima semana.
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