- Estudantes da USP decidiram manter a ocupação do prédio da reitoria na Cidade Universitária, no Butantã, após assembleia na sexta-feira, 8, e permanecem no local neste sábado, 9 de maio de 2026.
- A ocupação começou na tarde de quinta-feira, 7, com a derrubada de portões e portas, e envolve alunos de cerca de 130 cursos. O movimento é organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre.
- Um dos eixos da pauta é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), com reivindicações de tocar de R$ 330 a R$ 885 para auxílios; os alunos pedem aumento de até R$ 1.804.
- A universidade propôs um aumento que chegaria a R$ 27, enquanto os estudantes defendem valor maior e criticam mudanças em cláusulas de sustentabilidade para financiar pagamentos a docentes.
- Também demandam melhorias nos bandejões (condições de trabalho e alimentação) e nos hospitais universitários, alegando desmonte das unidades e sobrecarga de trabalho; a Polícia Militar segue no local, sem registro de incidentes até o momento.
Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) mantêm a ocupação do prédio da reitoria, na Cidade Universitária, em Butantã, neste sábado, 9. A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite de sexta-feira, 8, com adesão de alunos de cerca de 130 cursos. A ocupação começou na tarde de 7 de maio, após a derrubada de um portão e de portas de vidro.
A Polícia Militar continua no local, e a Secretaria de Segurança de São Paulo informou que não houve registro de incidentes até o momento. Os manifestantes relatam que o contingente policial foi reduzido desde o início da ação. A reitoria vem sendo alvo de críticas pela falta de negociação.
Pauta e negociações
A principal demanda é a retomada das negociações com a reitoria. Entre os itens, está o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), que hoje varia de R$ 330 a R$ 885, e é alvo de reivindicação para chegar a um patamar de R$ 1.804, correspondente ao salário mínimo estadual.
Os estudantes também solicitam melhorias nos bandejões, com contratação de mais funcionários e garantia de qualidade dos alimentos, além de melhores condições de trabalho na cozinha, especialmente no bandejão do Instituto de Química, que enfrenta calor excessivo.
Outra pauta envolve os hospitais universitários, com críticas ao que veem como desmonte das unidades, devido ao baixo efetivo de funcionários e à sobrecarga de trabalho, incluindo estagiários de medicina.
Segundo a liderança do movimento, a ocupação só deve terminar com a retomada das negociações formais. O reitor da USP, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, afirmou, em entrevista ao Jornal da USP, que já foram dedicadas mais de 20 horas a conversas desde 14 de abril e que algumas demandas são passíveis de solução rápida, enquanto outras dependem de avaliações orçamentárias e de grupos de trabalho.
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