- A reunião do Cruesp, que envolve USP, Unesp e Unicamp, foi adiada para quinta-feira, 14, após os acontecimentos da reintegração de posse do prédio da Reitoria da USP no domingo.
- Professores, servidores e estudantes participaram do protesto unificado, que ocorreu em frente à sede da Unesp e ocupou a Praça da República, com fechamento parcial da Rua da Consolação.
- A decisão de adiar a reunião foi anunciada pela Reitoria da Unesp, atual presidente do Cruesp, citando os fatos do fim de semana.
- Entre as reivindicações, há investimento em permanência estudantil, moradia e alimentação; em Unesp há relatos de falta de docentes e sobrecarga de servidores, enquanto Unicamp registrou paralisações em parte de seus cursos.
- O governador Tarcísio de Freitas criticou a greve da USP, afirmando que tem cunho político; a Polícia Militar dispersou manifestantes com gás de pimenta durante o protesto.
O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) adiou para quinta-feira, 14, a reunião marcada para esta segunda-feira, 11. O objetivo era tratar das pautas estudantis das três universidades: USP, Unicamp e Unesp. A decisão ocorreu após os acontecimentos do fim de semana envolvendo a reintegração de posse da Reitoria da USP.
A reunião, que iria consolidar demandas de estudantes, docentes e técnicos, ficou suspensa pela Reitoria da Unesp, atual presidência do Cruesp. O adiamento é explicado pela instituição com base nos conflitos ocorridos na última domingo.
Na segunda-feira, 11, o encontro da reitora da Unesp ocorreu diante de uma manifestação em frente à sede da instituição, na Praça da República, em São Paulo. Estudantes, docentes e servidores participavam de protesto unificado.
O ato foi marcado por carro de som, instrumentos, vuvuzelas e cartazes. Manifestantes ocuparam a Rua da Consolação e fecharam a faixa que segue em direção à Avenida Paulista. A PM acompanhou a mobilização com apoio logístico.
Durante o protesto, estudantes criticaram a atuação policial na desocupação da Reitoria da USP na madrugada de domingo. Integrantes dos movimentos estudantil e trabalhista também cobraram diálogo com o Cruesp.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, avaliou a paralisação como de cunho político. Ele afirmou que, se fosse estudante, buscaria aproveitar as oportunidades. O governo não enviou resposta formal ao movimento.
Viaturas da Polícia Militar permaneceram em frente à Reitoria da Unesp. A região da Praça da República foi parcialmente isolada para garantir a segurança. Houve relatos de confrontos entre simpatizantes de diferentes grupos e policiais.
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