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Conselho de Educação recua e mantém 50% da carga presencial para formação

Conselho Nacional de Educação mantém 50% da carga presencial para formação de professores, contrariando MEC que propunha reduzir para 40%, com 20% síncronas e 30% a distância

Espaço de trabalho de aluna de educação a distância em São Paulo
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  • O Conselho Nacional de Educação deve votar nesta terça-feira a manutenção de 50% da carga horária presencial para cursos de formação de professores.
  • A proposta atual recua de uma ideia anterior apoiada pelo MEC, que previa reduzir a presencialidade para 40%.
  • Caso aprovada, a norma mantém 50% presenciais, mais 20% de atividades síncronas mediadas e 30% a distância assíncrona.
  • A minuta defende elevar padrões da formação docente após queda de exigências entre 2017 e 2024, destacando a necessidade de supervisão estatal.
  • As instituições terão prazo até junho de 2027 para se adaptar, com etapas graduais de 10% (até 2026) e 20% (até 2027) de atividades síncronas.

O Conselho Nacional de Educação deve votar nesta terça-feira 12 uma nova resolução que mantém a exigência de 50% da carga horária presencial para cursos de formação de professores. A mudança contraria proposta do próprio CNE apoiada pelo MEC para reduzir a presencialidade.

A minuta preserva metade da carga presencial e estabelece que o restante seja distribuído em 20% de atividades síncronas mediadas e 30% a distância assíncrona. O objetivo é elevar a qualidade da formação docente.

A decisão ocorre em meio a pressões do setor privado de ensino superior, que tem defendido menos exigência de atividades presenciais. O MEC não comentou a pauta até o fechamento desta reportagem.

Proposta e posições

Fontes próximas ao CNE destacam a necessidade de padrão mínimo de qualidade, com maior presença reguladora do Estado para a formação de docentes. Entidades como o Todos pela Educação apoiam a norma, enfatizando a importância da presença.

A Anup, associação das federas privadas, argumenta que a elevação da presença pode onerar estudantes sem evidência de ganho formativo. Questiona, ainda, a infraestrutura necessária para 20% síncrono.

Secretários de educação de capitais apoiam a aprovação, afirmando que 50% presencial melhora a qualidade da formação básica. Defendem que o regime com 20% síncrono seja um avanço sem prejudicar o ensino.

Pelas diretrizes, licenciaturas devem totalizar 3.200 horas em quatro anos. A minuta prevê que as faculdades adaptem as regras para atividades síncronas até junho de 2027, com fases progressivas a partir de 2024.

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