- Debate promovido pela Frente Parlamentar em Favor da Educação Profissional e Tecnológica aponta a educação profissional como pilar do desenvolvimento social e econômico, discutindo fundamentos, diagnóstico e modelos internacionais.
- O senador Astronauta Marcos Pontes afirma que a educação profissional pode mudar vidas, reduzir criminalidade e deve ser tratada como política de Estado permanente.
- Roberta Diniz, do Sest-Senat, destaca que apenas 8% dos estudantes brasileiros estão na educação profissional, frente a 32% entre países da OCDE, vendo oportunidade de expansão.
- O professor Augusto Lins de Albuquerque Neto cita modelos internacionais (Alemanha, Singapura, Japão, Coreia do Sul) como referência para políticas públicas de educação profissional.
- Representantes do Sesi, Senac e Senar ressaltam a prioridade de ampliar a oferta de formação para jovens, aproximar ensino da indústria e reforçar o arcabouço legal, com o novo Plano Nacional de Educação.
A educação profissional e tecnológica foi apontada como chave para o desenvolvimento social e econômico do Brasil durante uma audiência pública realizada nesta segunda-feira 11. A frente parlamentar FPePTec organizou o debate, com a participação de representantes de instituições técnicas e do Sistema S. O objetivo foi discutir fundamentos, diagnóstico e modelos internacionais da área.
O encontro, presidido pelo senador Astronauta Marcos Pontes, tratou da importância da educação profissional como pilar do desenvolvimento nacional. A ideia central é ampliar o acesso a cursos profissionalizantes e fortalecer a ligação entre educação e indústria. A audiência marca o início de uma série de sessões ao longo da semana.
Cursos profissionalizantes
Para Pontes, a educação profissional pode transformar vidas e reduzir a criminalidade entre jovens. Ele defende tratar a educação técnica como política de Estado, estável independentemente de mudanças de governo. O senador citou investimentos consistentes em educação com foco em resultados.
Representante do Sest-Senat, Roberta Diniz destacou que a educação profissional aumenta o acesso direto ao emprego. Ela observou que apenas 8% dos estudantes brasileiros estão matriculados em educação profissional, ante 32% na OCDE. O desafio é ampliar esse espaço no Brasil.
PIB per capita
Diniz ressaltou a relação entre qualificação técnica e competitividade nacional, associando crescimento econômico a formação alinhada às novas tecnologias. Ela afirmou que países com alto grau de qualificação e maior integração entre educação e setor produtivo apresentam indicadores melhores de produtividade.
O professor Augusto Lins de Albuquerque Neto citou referências internacionais como Alemanha, Singapura, Japão e Coreia do Sul, ao defender políticas públicas baseadas em modelos reconhecidos. Ele enfatizou que o PIB per capita pode guardar relação com o que se faz em EPT.
Mercado de trabalho
Antonio Henrique Borges Paula, do Senac, lembrou que a educação profissional assegura direito à educação e ao trabalho, conforme a Constituição. Ele apontou o desafio de ampliar a oferta aos jovens diante do atual apagão de mão de obra.
José Juarez Guerra, empresário, vê a educação profissional como ferramenta de transformação social. Para ele, é necessário reduzir gargalos de mão de obra qualificada e aproximar ensino e indústria.
Maria Cristina Ferreira, do Senar, afirmou que a educação profissional oferece oportunidade de formar profissionais reais. Ela destacou a importância de não enxergar a educação superior como único caminho para sucesso profissional.
Arcabouço legal
Os participantes elogiaram o novo Plano Nacional de Educação, que ampliou o espaço para a educação profissional. Marilza Machado Gomes, do Senai, afirmou que o setor cresce e amadurece devido a mudanças legislativas. Ela destacou o papel das reformas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e na configuração do PNE como estruturantes para o setor.
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