- Em maio de 2025, Asheville Academy encerrou suas atividades após a morte de duas alunas por suicídio, uma de 12 anos e outra de 13 anos, levando a suspensão de admissões pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos da Carolina do Norte.
- A família de Robert, que havia investido cerca de R$ 100 mil em terapias de campo e tratamento residente, precisou buscar a filha às pressas quando soube do fechamento.
- O programa operava sob diferentes nomes ao longo dos anos — Solstice East, Magnolia Mill School e Asheville Academy for Girls — dificultando o rastreamento de histórico de abusos.
- Após o fechamento, denúncias de maus-tratos resultaram em ações legais; a escola abriu mão da licença em 4 de junho de 2025 e enfrenta processos de ex-alunos.
- Especialistas alertam para a existência de controvérsias e resultados variados nesses programas, com críticos apontando riscos e famílias relatando perdas e confusão ao buscar tratamento para os jovens.
Robert e a filha passaram anos buscando tratamento para problemas de saúde mental. Em 31 de maio de 2025, a Asheville Academy, centro de tratamento residencial em Weaverville, Carolina do Norte, encerrou atividades após a morte de duas crianças e uma investigação estadual.
A família texana, que havia mandado a adolescente de 14 anos para o programa quatro meses antes, recebeu a notícia de que precisava ir buscá-la em 24 horas. A mãe viajou para a região; o pai permaneceu no Texas para cuidar da casa e do retorno da filha.
No início de maio, uma menina de 13 anos morreu por suicídio e, dois dias depois, outra de 12 anos também faleceu. Em 27 de maio, a Carolina do Norte suspendeu admissões enquanto o estado apurava irregularidades. Em 3 de junho, o programa anunciou o fechamento voluntário.
O caso envolve a Wilderness Training & Consulting, proprietária da Asheville Academy, que registrou sanções administrativas de 45 mil dólares após investigação do Departamento de Saúde e Serviços Humanos da Carolina do Norte, em junho de 2025. As sanções foram por violação de normas de licenciamento e direitos dos pacientes.
Os pais relatam dificuldades de comunicação após a retirada da filha. E-mails não são respondidos, links no site somem e informações surgem de forma dispersa, aumentando a desinformação sobre o que fazer a seguir em meio à crise de saúde mental da criança.
Histórico da instituição indica que a escola passou por várias mudanças de nome, incluindo Solstice East e Magnolia Mill School, antes de se fundir com Asheville Academy for Girls. Familiares descrevem experiências variadas, com relatos de melhorias em alguns casos e abusos ou más condições em outros, conforme depoimentos de ex-alunos.
Especialistas lembram que o setor de programas residenciais para adolescentes é pouco regulamentado e que houve fechamento de mais de 185 programas desde 2020, segundo organizações de defesa. Pais são aconselhados a verificar histórico, credenciais profissionais e equipes clínicas antes de optar por tratamento.
Após o fechamento, famílias litigantes afirmam que casos de abuso, negligência e suposta encoberta de ocorrências estão sendo discutidos em ações judiciais. A empresa envolvida continua contestando as acusações em processos na Justiça.
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