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Grevistas da Unesp, USP e Unicamp confrontam bolsonaristas

Grevistas de Unesp, USP e Unicamp se confrontam com apoiadores de Bolsonaro; PM lança bombas de gás para separar os grupos na Praça da República

A confusão começou quando o vereador Adrilles Jorge (União-SP) e o influenciador Robson Fuinha chegaram ao ato e passaram a gravar estudantes presentes na manifestação
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  • Ato de estudantes em greve da Unesp, USP e Unicamp terminou em confronto com apoiadores de Jair Bolsonaro na Praça da República, em São Paulo, na segunda-feira, 11 de maio de 2026.
  • A Polícia Militar lançou bombas de gás lacrimogêneo para separar os grupos após discussões; o gás chegou a dutos de ar e atingiu estudantes.
  • A confusão teve início com a chegada do vereador Adrilles Jorge e do influenciador Robson Fuinha, que gravaram a manifestação; Adrilles disse: “Eu que pago a universidade de vocês”.
  • A desocupação da reitoria da USP ocorreu na madrugada anterior; o ato de segunda ocorreu em frente à reitoria da Unesp e da Unicamp.
  • O Cruesp reuniu-se com a presidência para discutir pautas dos estudantes, professores e servidores, incluindo reajuste salarial, aumento do auxílio permanência e cotas trans e indígena; os grevistas cobram reajuste do auxílio para R$ 1.804.

O ato de estudantes em greve de universidades estaduais paulistas terminou em confusão com apoiadores de Jair Bolsonaro na Praça da República, no centro de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (11). A Polícia Militar agiu para separar os grupos, com bombas de gás lacrimogêneo e intervenção de agentes. O objetivo era manter a ordem durante a manifestação.

Participaram do protesto estudantes da USP, Unesp e Unicamp. A mobilização ocorreu em frente à reitoria da USP, em meio a reivindicações ligadas a reajustes salariais, auxílio permanência e políticas de inclusão. O ato aconteceu mesmo com a redução de atividades de gabinete e a ausência de reitores.

A confusão se intensificou após a chegada de Adrilles Jorge, vereador pelo União-SP, e do influenciador Robson Fuinha, que passaram a gravar os presentes. A reação dos manifestantes incluiu palavras de cobrança, com vai trabalhar em tom crítico aos apoiadores presentes.

Segundo relatos, bombas de gás teriam alcançado estruturas de ar da região, contribuindo para a dispersão dos presentes. Ninguém foi informado sobre feridos até a publicação, apenas a atuação policial para restabelecer a circulação na via.

Ocupação na reitoria

A manifestação desta segunda ocorre um dia após a desocupação da reitoria da USP pela PM, na madrugada, com uso de bombas de efeito moral, gás e cassetetes. A PM informou que quatro pessoas foram encaminhadas ao 7º Distrito Policial e liberadas após registro.

A ação ocorreu na sequência da ocupação mantida por estudantes desde a semana anterior. O ato desta segunda reuniu participantes da USP, Unesp e Unicamp, e ocorreu sem a presença formal dos reitores. Representantes do Fórum das Seis estiveram reunidos com a presidência do Cruesp para tratar das pautas estudantis.

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