- Protesto de alunos de três universidades estaduais paulistas ocorreu na praça da República, no centro de São Paulo, a partir das 13h desta segunda-feira (11), em frente ao Cruesp.
- O ato sucede a desocupação da reitoria da USP pela Polícia Militar, com relatos de violência e agressões durante a operação.
- Vídeo divulgado mostra o vereador Adrilles Jorge (União) sendo agredido por manifestantes durante o protesto.
- A Polícia Militar acompanha o protesto; a Secretaria da Segurança Pública informou não haver feridos e registrou danos ao patrimônio público na reitoria.
- A CNN Brasil solicitou informações à SSP e ao Cruesp, mas não obteve retorno até a última publicação.
Na tarde desta segunda-feira (11), alunos de três universidades estaduais paulistas realizaram protesto na Praça da República, no Centro de São Paulo, após a desocupação da reitoria da USP por agentes da Polícia Militar. O ato teve início por volta das 13h, em frente ao Cruesp, com objetivo de reivindicar demandas estudantis. A manifestação terminou em momentos de confusão.
Entre os participantes, houve registro de agressões envolvendo o vereador Adrilles Jorge (União), que foi visto sendo cercado por alguns manifestantes durante o protesto. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador contesta a greve estudantil e recebe insultos, segundo relatos da filmagem.
O protesto ocorreu no mesmo dia em que, na madrugada de domingo (10), a PM desocupou a reitoria da USP. Os estudantes ocupavam o espaço desde quinta-feira (7) em protesto por demandas relacionadas à vida acadêmica e à valorização do serviço público.
Violência policial
A Secretaria de Segurança Pública informou que a PM acompanhava o ato e que não houve feridos, mas houve danos ao patrimônio público identificado no prédio da Reitoria. A SSP confirmou que a ação de desocupação foi realizada pela polícia, sem detalhes adicionais no momento.
A ocupação da reitoria era, segundo relatos de estudantes, pacífica até a madrugada da desocupação, com atividades culturais, assembleias e organizações democráticas. Pequenos grupos de estudantes afirmaram que a operação policial gerou trauma psicológico e agravou disputas com autoridades.
A SSP afirmou que a situação continua sob monitoramento pela polícia, sem novas informações sobre desdobramentos ou negociações em andamento entre a reitoria, as universidades e os manifestantes. As instituições não retornaram informações adicionais até o fechamento desta reportagem.
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