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PM atua na USP e provoca paralisação de atendimentos no HC e HU

Alunos do internato suspendem atendimentos no HC e HU após a ação da PM, demandando mais profissionais, reabertura de leitos e revisão do programa Experiência HC

Entrada da emergência do Instituto Central do Hospital das Clínicas da USP, em Cerqueira César, zona oeste de São Paulo
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  • Alunos de medicina da USP paralisaram atendimentos no Hospital das Clínicas (HC) e no Hospital Universitário (HU) nesta segunda-feira, em protesto após a ação policial que desocupou a reitoria.
  • A paralisação também ocorre em meio a greves de docentes e técnicos da Unesp e da Unicamp, com foco em pautas da universidade e demandas do setor de saúde.
  • Os manifestantes pedem mais contratação de profissionais de saúde para o HU, que hoje tem déficit de cerca de quinhentos profissionais, entre enfermeiros, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.
  • Também há exigência de reabertura dos leitos do HU, que desde 2013 caiu de about 220 para 130, e de recuperação do número de cirurgias, que caiu em torno de 60%.
  • Internos do HC reivindicam o fim do programa Experiência HC, que cobra mensalidades para estudantes de faculdades privadas estagiarem no hospital, ampliação de vagas e redução da competição com outras faculdades.

Após a ação da Polícia Militar que desocupou a reitoria da USP com uso de força, alunos de Medicina paralisaram atendimentos no HC e no HU nesta segunda-feira (11). O movimento ocorreu no campus da USP, em Cerqueira César, zona oeste de São Paulo. A paralisação envolve internato de medicina e reivindica melhoria nas condições de saúde da universidade.

Os estudantes exigem igual tratamento às pautas já anunciadas por outras áreas da USP, ampliando demandas específicas da área da saúde. Entre os pontos estão a contratação de mais profissionais para o HU, hoje com déficit estimado em cerca de 500 profissionais, entre enfermeiros, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

Reivindicações específicas e impactos

Os manifestantes também pedem a reabertura de leitos do HU, que desde 2013 foi drasticamente reduzido. Naquele ano havia aproximadamente 220 leitos; atualmente são 130. A queda no volume de cirurgias no HU desde então é estimada em cerca de 60%.

Internos do HC aderiram à paralisação para contestar o programa Experiência HC, que cobra mensalidades de faculdades privadas para permitir estágios no hospital. O programa, iniciado em 2024 com 600 vagas, passou a ofertar cerca de 2.000 vagas por ano, segundo os estudantes.

Gabriela Zanini, diretora do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, aponta que a superlotação de alunos de diferentes faculdades impede atividades práticas e prejudica pacientes. A direção ressaltou que a mobilização também visa melhores condições de infraestrutura e de alimentação para a comunidade acadêmica.

Resposta institucional

A reitoria da USP e o HC foram procurados por e-mail pela reportagem na manhã desta segunda-feira, mas não se posicionaram sobre a paralisação nem sobre o possível impacto nos atendimentos. A reportagem mantém contato com as instituições para atualização de informações.

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