- Estudantes da USP, Unesp e Unicamp e vereadores do União Brasil participaram de um confronto durante ato na região central de São Paulo, próximo à reitoria da Unesp.
- Os vereadores Rubinho Nunes, Douglas Garcia e Adrilles Jorge provocaram os estudantes, gerando agressões; a Polícia Militar informou que houve briga generalizada, mas a ação foi contida e não há confirmação de feridos.
- Nas redes sociais, os parlamentares disseram ter ido “ensinar aos estudantes que eles não podem fazer greve”; Nunes afirmou ter recebido socos no rosto.
- O Diretório Central dos Estudantes da USP afirmou que a confusão começou após um pedestre agredir Nunes, que reagiu; estudantes e sindicalistas teriam revidado.
- A greve estudantil, que já dura quase um mês, deve seguir; a reunião entre reitorias, professores e funcionários foi desmarcada por receio de invasão à Unesp.
Ontem, em São Paulo, estudantes da USP, Unesp e Unicamp, acompanhados de vereadores do União Brasil, entraram em confronto durante um ato na região central. O protesto ocorreu perto da reitoria da Unesp, com falas de apoio a melhores condições de permanência estudantil e ao repasse de recursos estaduais às instituições. A confusão envolveu agressões, segundo relatos de participantes.
A Polícia Militar informou ter contido a briga generalizada e que a manifestação seguiu pacífica após o episódio. Não há confirmação oficial de feridos até o momento. Parte dos líderes estudantis informou que o ato trazia a pauta de greve que se aproxima de um mês.
Confronto e desdobramentos
Vereadores Rubinho Nunes, Douglas Garcia e Adrilles Jorge, todos do União Brasil, teriam provocado os estudantes no local, segundo relatos de participantes. Nunes afirmou nas redes sociais ter sido agredido, com lesões no nariz, enquanto Adrilles Jorge foi acusado de agressões por ativistas.
A dupla de vereadores negou que tenha havido provocação, alegando estar presente para acompanhar o protesto. A ativista Simone Nascimento, associada ao PSOL, divulgou vídeo no qual diz ter sido hostilizada por um dos parlamentares.
Segundo o Diretório Central dos Estudantes da USP, a origem da confronte foi uma agressão a Nunes por parte de um pedestre, o que teria desencadeado repostas de ambos os lados. O episódio ocorreu no contexto de uma greve estudantil que persiste há quase um mês.
O ato teve como objetivo acompanhar a reunião das representações das reitorias, professores e funcionários, que, por previsão, seria realizada junto à reitoria. O encontro foi desmarcado por receio de invasão ao prédio, segundo informações.
No final, a Polícia Militar informou que a confusão foi controlada e que a manifestação continuou de forma pacífica. O portal Agência Brasil solicitou posicionamento aos vereadores e aguarda retorno.
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