- O governador Tarcísio de Freitas afirmou que a Polícia Militar agiu dentro dos limites da legalidade ao desalojar 150 estudantes da reitoria da USP na noite de domingo; a ação começou por volta das 4h15 e durou cerca de 15 minutos.
- Cerca de 50 agentes participaram, houve hospitalização de cinco estudantes e detenção de quatro; estudantes relatam uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes.
- Vídeos divulgados mostram um “corredor polonês” na entrada da reitoria e agressões a estudantes durante a saída do saguão.
- A USP informou não ter sido avisada sobre a operação e repudiou a violência; diretores e professores da universidade também condenaram o ato.
- Entre as reivindicações estudantis estão melhorias no restaurante universitário e reajuste do auxílio permanência de R$ 885 para R$ 1.804; a universidade propõe R$ 912 e o reitor afirma ter atingido o limite orçamentário para o reajuste.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a Polícia Militar agiu dentro dos limites da legalidade na desocupação da reitoria da USP ocorrida no último domingo, 10 de maio. A ação visava retirar 150 estudantes que ocupavam o saguão do prédio administrativo, em greve desde 14 de abril. O episódio teve início por volta das 4h15 e durou cerca de 15 minutos.
Segundo o governo, a operação contou com aproximadamente 50 agentes. Durante o procedimento, foram relatados uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes. Cinco estudantes ficaram hospitalizados e quatro foram detidos. Vídeos circulados mostraram ocorrências de agressões ao deixarem o prédio, segundo relatos na internet.
A USP informou não ter sido avisada com antecedência sobre a ação e repudiou a mobilização policial. Diretores e docentes reagiram de forma crítica, classificando a desocupação como violenta e desrespeitosa. A comunidade acadêmica pediu garantias de diálogo para futuras negociações.
Detalhes da operação
A operação ocorreu de madrugada e foi planejada desde sexta-feira, segundo apurações da Folha. A instituição de ensino destacou que, independentemente da avaliação sobre o movimento estudantil, o método utilizado para resolver o conflito não foi adequado.
Reações e desdobramentos
Professores e unidades como FFLCH, Direito, Psicologia e ECA manifestaram oposição à ação policial. Entre as reivindicações estudantis estão melhorias no restaurante universitário e reajuste do auxílio permanência, hoje em R$ 885, com proposta institucional de R$ 912; os estudantes propõem R$ 1.804.
Na tarde de segunda-feira, houve protesto de alunos no centro de São Paulo que resultou em confrontos com segurança pública. O reitor da USP, Aluísio Segurado, afirmou ter atingido o limite orçamentário para o reajuste e reiterou que não negociará com os estudantes após a invasão.
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