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Universitários argentinos denunciam desmantelamento da educação sob Milei

Quarta mobilização universitária denuncia cortes no orçamento e cobra aplicação de lei de financiamento, em meio à resistência de Milei e queda de verbas

Uma manifestante segura um cartaz onde se lê “Os lápis escrevem todos os dias”, enquanto trabalhadores e estudantes argentinos participam de uma marcha para protestar contra o corte de verbas das universidades públicas, em Buenos Aires, Argentina, em 12 de maio de 2026
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  • Quarta marcha universitária desde a posse de Javier Milei, nesta terça-feira, em Buenos Aires, com ato principal e mobilizações em cidades da Argentina, para protestar contra cortes na educação superior.
  • Congresso aprovou leis de financiamento universitário obrigando o governo a repassar recursos e reajustar pela inflação; Milei vetou as propostas em setembro de 2024 e agosto de 2025, mas o veto foi derrubado pelo Congresso na segunda ocasião; Justiça já favorece as universidades, e a Suprema Corte pode confirmar a tendência.
  • Financiamento caiu 45,6% desde dezembro de 2023; salários dos professores perderam, em média, 33,7% do poder de compra; protesto exige cumprimento da lei de financiamento e reajuste conforme a inflação.
  • A mobilização conta com universidades públicas, CGT, CTA, sindicatos e oposição; pesquisas apontam desaprovação elevada a Milei, com pouco apoio popular ao governo.
  • O governo enfrenta fuga de cérebros: mais de 10 mil professores e pesquisadores deixaram o ensino público nos dois anos e meio de governo; salários variam, com muitos ganhando menos de 2 mil reais; hospitais universitários ainda sem recursos.

A quarta manifestação universitária desde o início da gestão de Javier Milei ocorreu nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, em Buenos Aires, com atos em cidades importantes da Argentina. Professores e estudantes protestam contra cortes no orçamento da educação superior e cobram a implementação de uma lei de financiamento. O governo afirma buscar equilíbrio fiscal, o que tem impactado investimentos no setor.

Segundo relato de correspondentes, a mobilização reuniu representantes do meio acadêmico, sindicatos e entidades estudantis. A pressão acontece após mudanças orçamentárias anunciadas pelo governo, que mantêm o foco no superávit fiscal. A pauta principal é a obrigatoriedade de repassar recursos estáveis ao sistema universitário e atualizados pela inflação.

A lei de financiamento, aprovada pelo Congresso em 2024 e novamente em 2025, busca reverter cortes e reajustar salários. O governo, porém, tem resistência em aplicá-la, citando responsabilidade fiscal. A Justiça já decidiu a favor das universidades em duas instâncias; o Supremo Tribunal Federal aguarda decisão.

A discussão envolve impactos salariais e financeiros. Dados oficiais indicam queda de 45,6% no financiamento desde dezembro de 2023 e perda de 33,7% do poder de compra dos docentes. Hospitais universitários também enfrentam atraso de recursos em 2026.

O Conselho Interuniversitário Nacional, que reúne 64 instituições, lidera a mobilização, com apoio de sindicatos como CGT e CTA. Organizações sociais e partidos de oposição também participaram, citando tentativa de desmontar a educação pública.

A sondagem pública mostra elevada desaprovação ao governo Milei. Pesquisas recentes indicam índices de rejeição acima de 60%, e a percepção de gestão ruim entre a população permanece elevada, alimentando a insatisfação.

A prefeitura de gastos estimados aponta que a participação de 64 instituições envolve cerca de 2,1 milhões de estudantes. Questões de salários, inflação e recursos continuam a alimentar o discurso de déficit no financiamento da educação superior.

Atingidos pela inflação, servidores públicos e aposentados também registram perdas salariais. Estimativas apontam quedas de até 35% para alguns grupos, agravando a insatisfação social no país.

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