- A Frente Parlamentar em Favor da Educação Profissional e Tecnológica promoveu a terceira audiência pública sobre inovação, tecnologias emergentes e estratégia nacional para a educação profissional e tecnológica.
- O presidente da frente, senador Astronauta Marcos Pontes, afirmou que esta é a última reunião da série e que propostas vão a um relatório com um plano de ação para embasar futuras políticas públicas.
- Paulo Sérgio Sgobbi, da Brasscom, informou que o setor de tecnologia da informação e comunicação movimentou quase R$ 1 trilhão em 2025, com 962 mil empresas e 2,1 milhões de trabalhadores; participação no PIB subiu de 6,5% em 2024 para 7,2% em 2025.
- Marilza Regattieri, do SENAI, destacou a aprendizagem profissional como ferramenta estratégica para acesso ao emprego formal e desenvolvimento de competências nas empresas.
- Claudio Makarovsky alertou para risco de queda de produtividade e perda do bônus demográfico se juventude não for aproveitada; outros convidados ressaltaram o papel da IA na educação e na formação de jovens.
A Frente Parlamentar em Favor da Educação Profissional e Tecnológica promoveu a terceira audiência pública sobre inovação, tecnologias emergentes e estratégia nacional para a Educação Profissional e Tecnológica. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 13, para ouvir propostas que aprimorem a formação nos cursos e nas empresas e enfrentar a defasagem de profissionais qualificados no mercado brasileiro. O presidente da frente, senador Astronauta Marcos Pontes, afirmou que essa foi a última reunião da série e que um relatório com um plano de ação será encaminhado para embasar futuras iniciativas legislativas.
Paulo Sérgio Sgobbi, diretor da Brasscom, apresentou dados do setor de TIC: em 2025 a produção chegou a quase 1 trilhão de reais, com 962 mil empresas e 2,1 milhões de trabalhadores. A participação no PIB passou de 6,5% em 2024 para 7,2% neste ano, segundo ele, e a projeção para 2026 aponta 33 mil empregos formais no setor. Ele enfatizou as oportunidades para a educação profissional, mas ressaltou a necessidade de atualizar cursos técnicos e melhorar a integração entre jovens e empresas.
Marilza Regattieri, especialista do SENAI, destacou a aprendizagem profissional como ferramenta estratégica para o vínculo entre empresas e jovens no desenvolvimento de competências, indo além do cumprimento de cotas. Ela sugeriu que a política de formação não se reduza a áreas administrativas, mas que a relação com o banco de talentos se fortaleça para impulsionar inovação e oxigenação produtiva.
Desafios e perspectivas
Claudio Makarovsky, professor da Fundação Dom Cabral e da UnIBP, alertou para o risco de queda de produtividade e perda do bônus demográfico caso não se aproveite a força jovem. Ele citou programas de sucesso no Brasil na formação profissional de jovens para sustentar o crescimento econômico.
Bruno Jorge, especialista de IA e inovação da ABDI, ressaltou o papel da IA na redefinição de funções em empresas e instituições de ensino. Segundo ele, há demanda por perfis de agentes de IA e por jornadas de ensino mais personalizadas.
Antônio Henrique Borges Paula, do SENAC Nacional, apontou cinco temas-chave: atualização de portfólio, ampliação da oferta, empreendedorismo, aprendizagem e divulgação para ampliar o acesso de jovens às oportunidades.
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