- A Polícia Federal deflagrou, na última segunda-feira (11), operação para apurar desvios de verbas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em escolas estaduais de Bagé.
- O inquérito investiga peculato e falsidade ideológica e contou com mandado de busca e apreensão da 1ª Vara Federal de Rio Grande.
- A investigação identificou inconsistências entre as notas fiscais/prestações de contas e os itens efetivamente entregues nas escolas.
- Também há indícios de direcionamento em contratações e alterações fraudulentas em registros de compras.
- A Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (Seduc) afirmou que ainda não foi notificada integralmente e aguarda acesso aos autos; a Prefeitura de Bagé disse que a operação não envolve a administração municipal nem a rede de ensino do município.
A Polícia Federal deflagrou, na última segunda-feira (11), uma operação em Bagé para apurar irregularidades na alimentação de estudantes da rede estadual. O foco é o possível desvio de verbas federais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), envolvendo peculato e falsidade ideológica. A ação ocorreu por meio de mandado de busca e apreensão da 1ª Vara Federal de Rio Grande, com o objetivo de coletar novas provas.
A investigação aponta inconsistências entre os itens declarados nas notas fiscais e prestações de contas oficiais e o que efetivamente era entregue nas escolas. Também há suspeitas de direcionamento em contratações e alterações fraudulentas em registros administrativos de compras, segundo o Ministério Público Federal.
As apurações buscam esclarecer como os recursos federais foram usados e identificar responsáveis. A PF não informou detalhes adicionais sobre o andamento do inquérito ou prisões.
Seduc e Prefeitura se manifestam
A Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (Seduc) afirmou que ainda não foi formalmente notificada sobre o conteúdo completo do inquérito e que acompanhará o acesso aos autos para apurar eventuais responsabilidades administrativas. A Prefeitura de Bagé declarou que a operação não envolve a administração municipal nem a rede de ensino do município, ressaltando que a apuração é restrita às verbas aplicadas nas escolas estaduais.
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