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Primeiro dia do São Paulo Innovation Week discute o que permanece humano na IA

SP Innovation Week aponta valor humano na era da IA, com especialistas destacando necessidade de adaptação e limites da empatia artificial

A primeira edição do festival São Paulo Innovation Week (SPIW) ocorre entre os dias 13 e 15 de maio
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  • O São Paulo Innovation Week começou no dia 13 de maio, discutindo como valorizar as capacidades humanas em um mundo com IA.
  • Painéis destacaram educação, agronegócio e cidades, com Renato Seraphim dizendo que tecnologia é a nova língua que conecta profissões.
  • Monja Coen, Ailton Krenak e Marcelo Gleiser abordaram a relação humana com o planeta e os riscos de atribuir características humanas à IA.
  • Em temas de governança, Ronaldo Lemos alertou para leis de IA desatualizadas; Marcela Arruda mencionou novos desafios de armazenamento de dados públicos.
  • Painel executivo com líderes da Basf, McKinsey e Beiersdorf reforçou que ambientes que punem o erro freiam a inovação.

Na abertura do São Paulo Innovation Week (SPIW), realizado de 13 a 15 de maio, debates destacaram como valorizar a capacidade humana em um mundo cada vez mais automatizado. Educação, IA, agronegócio, cidades e exploração espacial foram temas centrais, com foco na adaptação: o que permanece humano em meio à eficiência tecnológica.

Painéis reuniram pesquisadores, executivos e especialistas, com a ideia de entender como governos e empresas constroem um ecossistema de inovação acelerado pela IA. A discussão enfatizou que a tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui competências humanas.

No debate sobre transformação digital no agronegócio, Renato Seraphim, fundador da Agro Ikemba, afirmou que a tecnologia funciona como uma língua universal que conecta profissões e mercados. Segundo ele, é essencial ensinar ciência e prática tecnológica para agricultores e veterinários.

Paralelamente, mesas concorridas destacaram a valorização daquilo que não pode ser automatizado. Ferramentas de IA reproduzem empatia, mas não substituem cuidado humano, destacando o papel do fator humano nas relações de trabalho.

Novos desdobramentos e como inovar

O evento também explorou os limites da IA. O psicólogo Daniel Goleman destacou que a IA pode simular empatia, mas não possui preocupação real pelos indivíduos. O físico Marcelo Gleiser alertou para o risco de atribuir qualidades humanas a sistemas programados para parecerem próximos.

Na trilha de Educação, Priscila Cruz, da Todos Pela Educação, defendeu investimento contínuo na formação de docentes, afirmando que a figura do professor permanece essencial no processo pedagógico. Afirmou também que a IA não deve substituir o papel docente.

Entre lideranças e visões, Monja Coen, Ailton Krenak e Gleiser promoveram reflexão sobre a relação da humanidade com o planeta, com momentos de meditação e questionamentos sobre a realidade. Ressignificaram a finitude da Terra e a responsabilidade humana diante do ambiente.

Desafios regulatórios e organizacionais

Debates sobre políticas públicas ressaltaram a necessidade de acompanhar o ritmo tecnológico. Ronaldo Lemos alertou para o risco de leis inadequadas para regular IA, sugerindo cautela para evitar regulações europeias desatualizadas.

Marcela Arruda, secretária municipal de Gestão de São Paulo, mencionou a digitalização de documentos como avanço, mas apontou novos gargalos: armazenamento e custo da infraestrutura de nuvem. A gestão pública precisa acompanhar a evolução tecnológica.

Painel corporativo discutiu cultura de erro e inovação. Executivos enfatizaram que ambientes organizacionais que punem falhas freiam o progresso. Definiram a necessidade de permitir experimentação controlada para estimular a inovação.

Ao longo do SPIW, as rodas de conversa reforçaram que a adaptação organizacional precisa caminhar junto com avanços tecnológicos. Executivos de Basf, McKinsey e Beiersdorf destacaram que coragem para errar é fundamental para inovação sustentável.

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