- A greve dos estudantes avança na Unesp e na Unicamp, já consolidada na USP, com cerca de trinta por cento dos cursos sem aulas.
- Na Unesp, são quarenta e dois cursos paralisados em seis campi; a instituição possui unidades em vinte e quatro cidades, e o Instituto de Artes em Campinas está ocupado.
- Na Unicamp, o campus de Limeira está totalmente paralisado; no conjunto dos dois campi, vinte e um cursos estão em greve (trinta e dois por cento).
- As reitorias afirmam que seguem em negociação; a Unesp aponta avanços em permanência estudantil e orçamento recorde para 2026, enquanto a Unicamp garante que as atividades essenciais continuam.
- O movimento começou na USP em abril e ganhou força com apoio de estudantes de outras instituições; há assembleias marcadas e uma marcha ao Palácio dos Bandeirantes prevista para o dia 20.
A greve de estudantes das universidades estaduais de São Paulo avança, atingindo a Unesp e a Unicamp após já estar consolidada na USP. O movimento cobra mais orçamento para educação, contratações de docentes e melhorias nas políticas de permanência estudantil.
Na Unesp, 6 campi estão em greve, correspondendo a 42 cursos sem aulas. Em Araraquara, assembleia com mais de 1 mil pessoas aprovou a greve com 833 votos favoráveis, 72 contrários e 50 abstenções. Outras assembleias devem ocorrer ainda nesta semana. Fonte: Folha de S.Paulo.
Na Unicamp, apenas a unidade de Limeira está 100% paralisada, com 12 cursos afetados. Em Campinas, o boicote atinge o Instituto de Economia, o de Artes, entre outros, além de cursos de fonoaudiologia, arquitetura e engenharia. Juntas, as duas unidades somam 21 cursos em greve entre 65 disponíveis.
As reitorias afirmam que negociações continuam. Em nota, a Unesp destaca que, em 2025, o programa de permanência atendeu mais de 7,7 mil alunos e que o orçamento de 2026 para permanência é de 110,7 milhões de reais. A Unicamp diz manter atividades essenciais normais e buscar acordo.
Os grevistas cobram emergência de financiamento público, melhoria de moradia estudantil e ampliação de benefícios. A reivindicação central envolve elevar o valor das bolsas integrais do Papfe e ampliar os restaurantes universitários para atender mais alunos.
A mobilização começou na USP, em 14 de abril, após ações envolvendo a polícia em negociações anteriores. A paralisação teve apoio de estudantes das outras estaduais e, desde então, já soma ações coletivas em várias cidades.
Após incidentes na reitoria da USP, a instituição abriu uma comissão de mediação para retomar o diálogo com os estudantes. Movimentos dos três campi planejam uma marcha ao Palácio dos Bandeirantes na próxima quarta-feira.
As informações são apuradas com base em depoimentos oficiais das reitorias e cobertura de imprensa nacional. A reportagem mantém o foco em dados, datas e fatos, sem juízos de valor ou opinião.
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