- Stanley Fisher, veterano judeu britânico, morreu aos 103 anos em Solihull no dia 30 de abril.
- Participou do Dia D e da Operação Market Garden (Arnhem) e foi um dos primeiros a entrar em Bergen-Belsen.
- Por décadas manteve silêncio sobre os horrores da guerra; só após o trabalho escolar do neto decidiu testemunhar para preservar a memória.
- Tornou-se educador, visitando escolas no Reino Unido para falar sobre judaísmo e Holocausto, e recebeu a Medalha do Império Britânico (BEM) no Ano Novo.
- O Holocaust Educational Trust o classificou como “verdadeiro herói” e destacou o impacto de seu testemunho para as futuras gerações.
Stanley Fisher, veterano judeu britânico da Segunda Guerra Mundial, faleceu aos 103 anos em Solihull no dia 30 de abril. A informação foi anunciada em 14 de maio. Fisher esteve entre os primeiros a entrar em Bergen-Belsen após a libertação dos prisioneiros nazistas.
Ao longo da carreira, participou do desembarque da Normandia em 1944 e sobreviveu à Operação Market Garden, em Arnhem. Em abril de 1945, ao cruzar os portões de Bergen-Belsen, viveu uma experiência que o marcou profundamente e moldou seu compromisso posterior com a memória do Holocausto.
Durante décadas, Fisher manteve silêncio sobre muitos detalhes da guerra, guardando as imagens da libertação. A ruína emocional só saiu de seu campo de silêncio quando um trabalho escolar de seu neto o levou a narrar seus testemunhos.
Educação como missão
Transformado em educador, Fisher passou a visitar escolas no Reino Unido para falar sobre judaísmo e Holocausto. Acreditava que a educação era essencial para evitar que as futuras gerações repetissem os horrores do passado.
Pelo seu serviço e pela defesa da memória, recebeu a Medalha do Império Britânico nas honras de Ano Novo. O Holocaust Educational Trust destacou suas ações como exemplo de coragem e de compromisso com a educação cívica.
Segundo a entidade, o legado de Fisher permanece vivo nas palavras que compartilhava com jovens, ajudando a manter viva a lembrança das vítimas e a promover a tolerância.
A nota oficial do Trust reforçou a ideia de que o país tem uma dívida impagável com homens como Fisher, cuja vida se expandiu além da guerra para impedir o esquecimento do Holocausto.
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