- Operação Caminho Protegido, conjunta da Controladoria Geral do Estado (CGE) e do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), cumpre 14 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Goiás, para apurar desvios no transporte especial de alunos com deficiência.
- O prejuízo potencial estimado é superior a R$ 590 mil, conforme as Ordens de Serviços emitidas em nome das empresas investigadas.
- A investigação aponta indícios de uso de documentação falsa, irregularidades administrativas e atuação coordenada entre empresas privadas credenciadas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) para o serviço Ligado.
- Um grupo de empresas com quadros societários comuns teria sido criado para burlar o edital de credenciamento da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU); quatro empresas em Aparecida de Goiânia teriam utilizado atestado de capacidade técnica fraudulento.
- A rede Ligado atende cerca de 4.798 alunos, com 287 acompanhantes, em 790 veículos, totalizando 5.085 beneficiários; a EMTU foi extinta em 2025 e a Seduc-SP passou a gerir contratos com os prestadores.
Ação conjunta entre CGE e DPPC cumpre 14 mandados de busca e apreensão para apurar desvios na rede de transporte especial de alunos com deficiência no estado de São Paulo e em Goiás. A operação, batizada de Caminho Protegido, envolve a Secretaria da Educação estadual e a EMTU, hoje sob gestão da Seduc-SP. A ação busca documentos, equipamentos e registros contábeis para esclarecer possíveis irregularidades.
A investigação aponta uso potencial de documentação falsa, inconsistências administrativas e atuação coordenada entre empresas privadas credenciadas para o serviço. O prejuízo estimado supera 590 mil reais, conforme as Ordens de Serviços emitidas em nome das empresas investigadas.
Contexto da operação
Os workups ocorrem nos municípios de Sumaré, Campinas, Guarulhos, São Paulo, Santo André e São Caetano do Sul, além do estado de Goiás. A ação visa coibir fraudes envolvendo o transporte de alunos com deficiência ligado ao serviço Ligado, utilizado por alunos da rede estadual e entidades conveniadas.
Estrutura das empresas investigadas
Segundo apuração, um grupo de empresas com quadros societários comuns pode ter sido criado para burlar o edital de credenciamento da EMTU. Todas teriam sede no mesmo endereço, com natureza residencial e comercial, levantando suspeitas sobre a capacidade de abrigar a frota operacional.
Imbróglos administrativos
Quatro empresas de Aparecida de Goiânia teriam utilizado atestados de capacidade técnica fraudulentos, emitidos no mesmo dia da constituição do grupo familiar envolvido. A CGE ressalta que o cuidado contínuo é necessário para evitar prejuízos à rede de transporte de alunos.
Atendimento e canais de denúncia
O Ligado atende cerca de 4.798 alunos e 287 acompanhantes, totalizando 5.085 beneficiários, com aproximadamente 790 veículos. A Seduc-SP orienta a população a usar o canal Fala.SP para denúncias anônimas, mantendo o processo sob supervisão de autoridades competentes.
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