- A reitoria da USP criou uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional para retomar o contato com os estudantes em greve.
- Os grevistas, liderados pelo DCE, reivindicam o reajuste do auxílio-permanência para o valor de um salário mínimo paulista (R$ 1,8 mil).
- A medida ocorre após a ação da Polícia Militar para desocupar o prédio da reitoria, há três dias, quando os estudantes invadiram o local.
- A reunião da comissão deve ocorrer em breve, com profissionais de mediação para construir caminhos de entendimento entre estudantes e gestão.
- Na Faculdade de Medicina, alunos da FMUSP passaram a paralisar atividades práticas e atendimentos no Hospital das Clínicas e no Hospital Universitário, sem impactos relatados aos pacientes.
A reitoria da USP anunciou a criação de uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional com o objetivo de retomar o diálogo com estudantes em greve há cerca de um mês. A medida chega após a ocupação do prédio da reitoria pela entidade estudantil e a recente desocupação efetivada pela Polícia Militar.
A mobilização, liderada pelo DCE, ganhou força após o fim das negociações anteriores. Os estudantes também realizaram um ato na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, para cobrar aumento do auxílio-permanência. O valor defendido é equiparado a um salário mínimo paulista, de R$ 1,8 mil.
A ação policial para retirar os ocupantes ocorreu três dias antes do anúncio da comissão. Segundo a reitoria, a intervenção contou com uso de cassetetes e gás lacrimogêneo, e a instituição afirmou que a Polícia Militar não havia sido comunicada previamente.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi contatada pela reitoria no início da ocupação, visando a segurança de servidores e demais funcionários. A gestão universitária também informou que o reitor não vinha promovendo novas rodadas de negociação até então.
Comissão de Moderação e Diálogo Institucional
A USP explicou que a comissão reunirá profissionais especializados em mediação para facilitar a interlocução entre a representação discente e a gestão. O objetivo é avançar pontos de pauta apresentados pelos estudantes.
A primeira reunião da comissão será agendada com a brevidade necessária para avançar os encaminhamentos. A universidade ressalta o foco em soluções para as demandas apresentadas.
Ainda não houve resposta formal do DCE sobre o andamento das negociações. O movimento permanece, cooperando com o diálogo institucional para obter avanços nas pautas de permanência estudantil.
Entre as pautas, os estudantes cobram reajuste do programa de permanência estudantil, que hoje está acima do valor anterior, mas abaixo do piso paulista. A reivindicação principal continua sendo equiparar o benefício ao salário mínimo.
Além disso, críticas foram feitas a políticas de permanência e à estrutura de restaurantes universitários, com foco em melhoria de serviços e condições para os alunos.
O movimento ganhou adesões de outras unidades da USP, alinhando-se a uma pauta comum de maior investimento em permanência estudantil, moradia estudantil e melhoria de alimentação nas instituições de ensino superior.
Entre na conversa da comunidade