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Jogos eletrônicos em sala de aula: entre diversão e aprendizagem

Especialistas destacam que jogos em sala podem favorecer a aprendizagem com mediação docente, desde que haja objetivos claros e monitoramento para evitar dependência

Os jogos são ferramentas que podem auxiliar na solução de problemas e no estímulo de certas habilidades – Foto: Pedro Bolle/USP Imagens
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  • A Política Nacional de Estímulo ao Uso de Jogos Eletrônicos na Educação Básica (PNJE) foi aprovada em 2026 pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara; ainda precisa tramitar no Senado e na Câmara para virar norma.
  • Especialistas afirmam que jogos podem apoiar a aprendizagem desde que utilizados com supervisão de professores e com objetivos pedagógicos claros.
  • Há uma distinção entre diversão e aprendizagem: jogos podem melhorar atenção, raciocínio, planejamento e tomada de decisões, desde que desenvolvidos por profissionais da educação.
  • Desafios incluem avaliar efeitos a longo prazo e evitar que a novidade permaneça apenas no primeiro momento, sem benefícios duradouros.
  • A mediação dos professores é fundamental: precisam acompanhar o tempo de jogo, as aprendizagens obtidas e a integração dos jogos ao currículo, considerando que as crianças já são nativas digitais.

Tanto Elaine Assolini quanto Ricardo Nakamura veem os jogos como ferramentas úteis na educação, desde que haja supervisão docente e objetivos pedagógicos claros. O uso de jogos precisa integrá-los às práticas de ensino, não apenas ocupar o tempo em sala.

A Política Nacional de Estímulo ao Uso de Jogos Eletrônicos na Educação Básica (PNJE), aprovada em 2026 pela Câmara, aponta que jogos podem ampliar a aprendizagem, desde que o uso seja orientado por metas educacionais e avaliável pelos professores. O caminho ainda tramita no Senado.

Os jogos eletrônicos, quando bem usados, ajudam na solução de problemas e no treino de atenção, raciocínio, planejamento e tomada de decisões. Profissionais da USP defendem que o efeito é maior quando o desenvolvimento é conduzido por educadores.

O papel da mediação docente

A mediação fica a cargo do professor, que deve conhecer as possibilidades pedagógicas dos jogos e como articulá-los com o currículo. A presença do docente na sala é essencial para evitar desvios de foco e manter o discurso pedagógico.

A orientação é controlar o tempo de jogo, acompanhar as aprendizagens associadas a cada título e assegurar faixas etárias adequadas. A integração dos jogos ao currículo depende de diálogo com as crianças e jovens.

Desafios da implantação

Estudos mostram que adesões iniciais positivas nem sempre se mantêm a longo prazo. A motivação pode recuar com o passar do tempo, exigindo avaliações consistentes de eficácia no aprendizado. A implementação precisa de acompanhamento contínuo.

Avaliar o impacto pedagógico dos jogos, bem como sua viabilidade para resolver problemas reais, permanece como desafio. Pesquisadores destacam a necessidade de dados de longo prazo para embasar decisões.

Limites entre diversão e aprendizagem

Sem objetivos bem definidos, há risco de o entretenimento ofuscar o aspecto educativo. É preciso articular claramente o que se quer ensinar com o ato de jogar, evitando regras fantasiosas que não condizem com a realidade.

Profissionais enfatizam que o ensino deve manter referências factuais e coerência com conteúdos educativos, mesmo ao explorar elementos lúdicos. A relação entre jogo e conteúdo precisa ser estável.

Considerações sobre a formação docente

A formação de professores precisa incorporar práticas pedagógicas críticas e intencionalizadas para usar jogos de forma responsável. A mediação deve favorecer a interação e evitar reproduções de métodos ultrapassados.

Escolas devem acompanhar acessos aos jogos, observar progressos de aprendizagem e respeitar limites de idade. A ideia é que jogos contribuam para o diálogo entre alunos e docentes.

Sobre o protagonismo dos alunos

Crianças e adolescentes hoje são nativos digitais, acostumados ao ambiente online. A escola precisa incorporar artefatos tecnológicos para refletir a realidade estudantil, sem perder o foco na aprendizagem.

A leitura sobre infância e adolescência na contemporaneidade envolve entender as relações que as crianças estabelecem com a tecnologia, família e escola, para orientar práticas pedagógicas.

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