- Professores da UnB aprovam indicativo de greve em assembleia, como alerta diante do impasse sobre a URP e as negociações com o governo federal.
- Não há data definida para o início da greve; uma nova assembleia está marcada para o dia 31.
- O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informou ao Tribunal de Contas da União que a cláusula de extensão automática do acordo com técnicos-administrativos não foi homologada, devendo haver absorção integral dos reajustes.
- As críticas batem na forma de cálculo da URP, que reduz os efeitos reais dos aumentos, além de questionamentos sobre descontos a aposentados e uso da URP em progressões e promoções.
- O professor Pedro Gontijo ressaltou que o indicativo de greve é etapa de mobilização diante da falta de acordo e da postura considerada intransigente do governo.
Os professores da Universidade de Brasília (UnB) aprovaram um indicativo de greve em assembleia realizada pela categoria. A medida funciona como sinal de alerta para possível paralisação e ocorre em meio a impasses sobre a Unidade de Referência de Preços (URP) e as negociações com o governo federal.
Na avaliação da associação de docentes, houve atraso nas tratativas com o governo e dúvidas quanto à aplicação de reajustes. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) é apontado como parte do entrave, segundo representantes da categoria.
A decisão aponta para pressões diante da falta de acordo com o MGI. A assembleia seguinte está marcada para o dia 31, buscando definir encaminhamentos e possível greve caso as propostas não avancem.
Mudanças na URP e impactos salariais
Os docentes destacam que mudanças recentes no cálculo da URP reduziram o efeito real dos reajustes. Segundo a categoria, os ajustes influenciam salários de servidores após avaliações de carreira, além de afetar descontos aplicados a aposentados.
A URP também é alvo de críticas quanto à sua utilização em progressões e promoções. A Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) aponta que a cláusula envolvendo extensão automática do acordo com técnicos administrativos não foi homologada pelo TCU, o que influencia a absorção dos reajustes.
De acordo com o professor e diretor da ADUnB, a mobilização faz parte de um processo para cobrar solução junto ao governo. A direção reforça que o indicativo de greve não é certeza de paralisação imediata, mas uma etapa de pressão negociadora.
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