- O Brasil participa da corrida da inteligência artificial com deficiências de produtividade e com dificuldades de articular conhecimento universitário ao ambiente corporativo.
- Há um descalce entre o que a academia forma e o que o mercado demanda.
- A crítica é feita por Hugo Tadeu, professor e diretor do Núcleo de Inovação e Inteligência Artificial da Fundação Dom Cabral.
- Segundo ele, é preciso um ajuste na formação básica e na preparação de lideranças para acompanhar a evolução da IA.
- O argumento reforça a necessidade de alinhar universidades, empresas e políticas públicas para fortalecer a base de conhecimento aplicado.
O Brasil acelera o uso de inteligência artificial, mas enfrenta defasagens entre a produção acadêmica e a demanda do mercado. Especialistas ressaltam um descasamento entre o que as universidades formam e as necessidades das empresas.
Hugo Tadeu, professor e diretor do Núcleo de Inovação e Inteligência Artificial da Fundação Dom Cabral (FDC), afirma que há um “dever de casa” na formação básica e na capacitação de lideranças para fechar o gap entre academia e indústria.
O estudo aponta que o país produz menos competências práticas de IA do que o mercado exige, destacando a necessidade de maior alinhamento entre pesquisa universitária e adoção empresarial. A sugestão é adotar um modelo que fortaleça a base formadora na universidade.
Especialistas defendem priorizar parcerias entre universidades e setores produtivos para ampliar produtividade e inovação. A proposta envolve ampliar cursos, pesquisa aplicada e ações de ligação entre ensino, pesquisa e mercado.
A recomendação é que o Brasil incentive currículos integrados, com foco em aplicações reais de IA, para reduzir o distanciamento entre formação acadêmica e prática empresarial, acelerando a adoção da tecnologia.
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