- Debate sobre carnaval sustentável ocorreu no CEU Papa Francisco, na zona leste de São Paulo, neste domingo, 17, integrado aos Side Events do São Paulo Innovation Week.
- O painel contou com Diego Carbonell, Dêmis Roberto, Lúcia Helena e Osmário Ferreira, abordando preservação do patrimônio cultural, inovação, educação, economia circular e transformação social.
- Dêmis Roberto disse que sustentabilidade precisa ser discutida o ano inteiro e para todos, conectando ações das escolas de samba à cadeia produtiva do carnaval.
- Osmário Ferreira afirmou que São Paulo produz cerca de 15 mil toneladas de resíduos sólidos por dia e ressaltou a importância de educação ambiental e do envolvimento coletivo.
- No CEU, houve palestra de Gustavo Torrente sobre carreiras em tecnologia para 2026 e uso responsável de IA, com alertas sobre riscos como deepfakes e atrito cognitivo.
O CEU Papa Francisco, na zona leste de São Paulo, sediou um debate sobre carnaval sustentável neste domingo, 17. A conversa reuniu Diego Carbonell, Dêmis Roberto, Lúcia Helena e Osmário Ferreira, no Side Event do SPIW, festival promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos. O objetivo foi discutir ações ambientais no carnaval.
Os participantes destacaram que a sustentabilidade não deve restringir-se a períodos específicos, mas acompanhar o ano inteiro. A proposta é integrar ações nas escolas de samba e blocos, com treinamento em economia circular promovido em parceria com Prefeitura e Senai.
A diretora cultural da Liga SP, Lúcia Helena, reforçou a necessidade de desmistificar o tema e torná-lo acessível a comunidades. O projeto Carnaval Sustentável SP foi citado como exemplo de prática já em curso para reduzir impactos.
Dêmis Roberto, vice-presidente da UESP, afirmou que decisões sustentáveis devem ocorrer desde o momento de desenhar um desfile, impactando aderecistas, costureiras e demais profissionais da cadeia. A ideia é orientar descarte e reaproveitamento de materiais.
Osmário Ferreira, da SELIMP, lembrou que a cidade gera cerca de 15 mil toneladas de resíduos diários. No carnaval, com blocos e desfiles, esse volume aumenta. A gestão de resíduos precisa de participação de foliões e de toda a cadeia de produção.
No debate, ficou acordado que ações já existentes em bairros precisam de maior visibilidade e alinhamento com políticas públicas. A cidade busca incorporar educação ambiental ao planejamento de carnavais, ensinando práticas de reaproveitamento desde o primeiro esboço de cada projeto.
Tecnologia e novos caminhos
O SPIW também trouxe o tema tecnologia e mercados de trabalho. A palestra no CEU abordou oportunidades em tecnologia para 2026, destacando a importância de qualificação profissional em IA e operação de ferramentas digitais.
Especialista Gustavo Torrente apontou caminhos de carreira, além de discutir o uso responsável de modelos de IA no cotidiano. O palestrante alertou para riscos como atrofia cognitiva e deepfakes, defendendo uso ético e crítico da tecnologia.
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