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Especialista: IA deve ser ferramenta facilitadora, não emburrecedora

Especialistas alertam que IA é ferramenta, não substituto, destacando vieses, privacidade de dados e necessidade de regulação no SPIW no CEU Papa Francisco

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  • Especialistas debateram impactos das IAs generativas em painel no CEU Papa Francisco, durante os side events do São Paulo Innovation Week.
  • Participaram Mirella Domenich, Camila Aloi e Mariana Fontoura, com mediação da jornalista Denize Bacoccina, discutindo vieses e a coleta de dados por por trás das tecnologias.
  • Durante o debate, destacou-se a importância de entender quem cria as ferramentas, quais fontes embasam as respostas e quais contextos são considerados.
  • Vitais para a educação, as comentaristas defenderam o uso das IAs como ferramenta para ampliar a atuação docente, não para substituí-la, e ressaltaram a necessidade de regulamentação e cuidado com prompts.
  • O evento também promoveu atividades práticas, oficinas e demonstrações, incluindo robôs, arte têxtil sustentável e a ideia de usar IA de forma responsável, sem depender dela para o raciocínio humano.

Foi discutido o papel da inteligência artificial generativa durante um painel no CEU Papa Francisco, na Zona Leste de São Paulo, como parte dos Side Events da São Paulo Innovation Week (SPIW). O encontro ocorreu na tarde de domingo, reunindo especialistas e o público para debater impactos, usos e riscos da tecnologia.

O debate foi mediado pela jornalista Denize Bacoccina e contou com Mirella Domenich, Camila Aloi e Mariana Fontoura. Os especialistas apresentaram perspectivas sobre como a IA já influencia rotinas profissionais e aspectos pessoais, destacando ganhos, limitações e a necessidade de cautela.

Um dos pontos centrais foi a presença de vieses nas IAs, frequentemente de origem e interesses norte-americanos. As experts ressaltaram a importância de entender quem está por trás das ferramentas e quais fontes alimentam as respostas, além de considerar o contexto apresentado.

Sobre educação, Camila Aloi destacou que a IA não deve substituir o trabalho dos alunos ou professores, mas servir como ferramenta de apoio. Ela lembrou que o uso responsável pode reduzir a sobrecarga de docentes e que a IA deve ampliar, não substituir, o raciocínio humano.

As especialistas também orientaram sobre a criação de prompts, recomendando minimizar o uso de dados pessoais para evitar a exploração comercial de dados por grandes empresas. A ideia é manter a privacidade e reduzir riscos ao interagir com sistemas de IA.

Ao longo do dia, o CEU Papa Francisco recebeu palestras de Ruy Coppola Jr. e Ben-Hur Correia, além das apresentações de Gaya Machado e Aline Salvi. Houve também oficinas de robótica e arte têxtil sustentável, com atividades diversas para o público.

Ainda na programação dos Side Events, o CEU Freguesia promoveu palestras e oficinas de fotografia e drones. Moradores da região executaram atividades práticas, ampliando o contato com tecnologias emergentes e estimulando a participação comunitária.

Segundo a gestora do CEU Freguesia, o impacto do festival deve se estender além do fim de semana, ao atrair novos frequentadores e incentivar a reflexão sobre inovação sob o viés humano. O evento é visto como legado de incentivo à participação cívica e tecnológica.

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