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Debatedores defendem que integração é essencial para proteger crianças de abuso

Audiência na CDH aponta que maior integração entre escolas, assistência social, segurança e igrejas é essencial para ampliar identificação e proteção de crianças contra abuso sexual

Mesa: presidente da Instituto Federal Kids, Clayton Bezerra; vereador pelo Município do Rio de Janeiro e Presidente da Associação Henry Borel, Leniel Borel; presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF); diretora executiva da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes e Diretora de Filantropia e Advocacy do Instituto INFINIS - Futuro é Infância Saudável, Marcia Kalvon; coordenador-geral de Combate a Crimes Cibernéticos, delegado de Polícia Federal, Valdemar Latance Neto - em pronunciamento.
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  • Audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado, no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, tratou da necessidade de integração entre escolas, assistência social, órgãos de segurança e instituições religiosas para ampliar a identificação de casos e fortalecer a proteção às vítimas.
  • O objetivo foi avaliar o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes, instituído em dois mil e vinte e dois.
  • A senadora Damares Alves criticou a atuação estatal como majoritariamente reativa e citou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de dois mil e vinte e quatro, que indicam quinhentos e vinte e oito vítimas por cem mil habitantes (128 por cem mil). Ela defendeu financiamento permanente para políticas de assistência social via PEC sete/dois mil e vinte e seis.
  • A Polícia Federal informou que, em dois mil e vinte e cinco, realizou mil cento e sessenta e cinco operações relacionadas a crimes contra crianças e adolescentes na internet; apontou que noventa e nove por cento dos investigados são homens, oitenta e sete por cento das vítimas são meninas e a maioria tem menos de treze anos.
  • Leniel Borel ressaltou o papel da escola na identificação de violência doméstica contra crianças, pois muitas denúncias ocorrem no ambiente escolar; entidades defendem maior articulação entre saúde, educação, assistência social, proteção social e igrejas para ampliar a eficácia das ações.

Para debater a proteção de crianças contra abusos sexuais, parlamentares e autoridades pedem maior integração entre escolas, assistência social, segurança pública e entidades religiosas. A ideia é ampliar a identificação de casos e fortalecer a rede de apoio às vítimas.

A primeira audiência pública da CDH no Senado ocorreu nesta segunda (18), coincidindo com o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O objetivo foi avaliar o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência, criado em 2022.

Damares Alves (Republicanos-DF) solicitou o debate e criticou a atuação reativa do Estado. Ela citou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, que apontam 128 vítimas por 100 mil habitantes, destacando a necessidade de atuação preventiva.

Financiamento

Damares reforçou o apoio à PEC 7/2026, que prevê financiamento permanente para políticas de assistência social, e disse que pretende atuar como relatora no Senado. O tema do subfinanciamento foi ressaltado por Ikaro Cosme, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, que apontou limitações financeiras e expectativa positiva com a aprovação da PEC.

Crimes na internet e perfil dos abusadores

Valdemar Latance Neto, da Polícia Federal, informou que, em 2025, ocorreram 1.165 operações relacionadas a crimes contra crianças na internet. Segundo ele, 99% dos investigados são homens próximos das vítimas, e 87% das vítimas são meninas com menos de 13 anos. O delegado alertou para o risco do uso de celulares por menores.

Papel da escola e da família

Leniel Borel, vereador do Rio de Janeiro e presidente da Associação Henry Borel, destacou a escola como espaço-chave para identificar violência doméstica. Ele lembrou que muitos casos chegam ao conhecimento público pela escola, pois o abuso ocorre com frequência no lar.

Participação de instituições religiosas

Clayton Bezerra, do Instituto Federal Kids, apresentou dados sobre violência contra crianças em igrejas católicas e protestantes, defendendo maior participação institucional na proteção infantil. Ele disse que igrejas podem alcançar comunidades onde o poder público tem dificuldades.

Integração entre setores

Marcia Kalvon, da Coalizão pelo Fim da Violência, avaliou que o atendimento é ainda compartimentalizado entre saúde, educação, assistência social e proteção social. Ela defendeu uma articulação mais integrada para facilitar a identificação de casos.

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