- O Ministério da Educação anunciou inscrição automática no Enem para estudantes do último ano da rede pública, sem data exata de início.
- O número de locais de aplicação deverá aumentar em cerca de dez mil escolas.
- As ações integram o Enem à avaliação da educação básica, que também envolve o Saeb e o Encceja.
- A previsão é que oitenta por cento dos alunos do terceiro ano da rede pública façam o Enem na escola em que estudam.
- Haverá período de transição para dois mil e vinte e sete e dois mil e vinte e oito, com resultados do Saeb de dois mil e vinte e cinco usados para manter a comparabilidade.
O MEC anunciou que estudantes do último ano do ensino médio na rede pública terão inscrição automática no Enem. A medida faz parte de um conjunto de mudanças para integrar o exame ao Saeb e avaliar competências da educação básica. A data de início ainda não foi informada.
Além da inscrição automática, o MEC informou que o número de locais de aplicação do Enem ficará maior em cerca de 10 mil escolas. A ampliação visa facilitar o acesso dos alunos que hoje enfrentam deslocamentos para prestar a prova.
A iniciativa está prevista no Diário Oficial da União, que detalha normas complementares da Política Nacional de Avaliação e Exames da Educação Básica. O objetivo é ampliar a participação dos estudantes na prova e incorporar o Enem à avaliação da educação.
Segundo o MEC, a medida pode levar a 80% dos alunos do terceiro ano da rede pública a realizar o Enem na própria escola. A expectativa é usar os resultados para compor indicadores da educação básica.
O Ministério destacou que, com a nova portaria, o Inep passa a gerir de forma integrada o sistema avaliativo, definindo a concepção pedagógica das provas e assegurando alinhamento com a BNCC. O instituto também centralizará a produção de resultados.
A mudança ocorreu após decreto assinado pelo presidente Lula, em março, que ampliou as atribuições do Enem ao integrá-lo ao Saeb. A transição envolve um período de 2027 e 2028, mantendo a compatibilidade de séries históricas.
Os resultados do Enem continuarão a ser usados para ingresso em universidades, por meio de programas como Sisu, Prouni e Fies. A nova estrutura mantém o papel estratégico do exame para o acesso ao ensino superior.
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