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Enem terá inscrição automática para estudantes do 3º ano da rede pública

Inscrição automática do Enem para alunos do terceiro ano da rede pública amplia locais de prova em dez mil escolas, integrando o Saeb

Cartões de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2025 dispostos em sequência, com destaque para o cartão roxo em primeiro plano. Cada cartão exibe o logo 'enem 2025' e informações impressas em texto pequeno.
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  • O Ministério da Educação anunciou inscrição automática no Enem para estudantes do último ano da rede pública, sem data exata de início.
  • O número de locais de aplicação deverá aumentar em cerca de dez mil escolas.
  • As ações integram o Enem à avaliação da educação básica, que também envolve o Saeb e o Encceja.
  • A previsão é que oitenta por cento dos alunos do terceiro ano da rede pública façam o Enem na escola em que estudam.
  • Haverá período de transição para dois mil e vinte e sete e dois mil e vinte e oito, com resultados do Saeb de dois mil e vinte e cinco usados para manter a comparabilidade.

O MEC anunciou que estudantes do último ano do ensino médio na rede pública terão inscrição automática no Enem. A medida faz parte de um conjunto de mudanças para integrar o exame ao Saeb e avaliar competências da educação básica. A data de início ainda não foi informada.

Além da inscrição automática, o MEC informou que o número de locais de aplicação do Enem ficará maior em cerca de 10 mil escolas. A ampliação visa facilitar o acesso dos alunos que hoje enfrentam deslocamentos para prestar a prova.

A iniciativa está prevista no Diário Oficial da União, que detalha normas complementares da Política Nacional de Avaliação e Exames da Educação Básica. O objetivo é ampliar a participação dos estudantes na prova e incorporar o Enem à avaliação da educação.

Segundo o MEC, a medida pode levar a 80% dos alunos do terceiro ano da rede pública a realizar o Enem na própria escola. A expectativa é usar os resultados para compor indicadores da educação básica.

O Ministério destacou que, com a nova portaria, o Inep passa a gerir de forma integrada o sistema avaliativo, definindo a concepção pedagógica das provas e assegurando alinhamento com a BNCC. O instituto também centralizará a produção de resultados.

A mudança ocorreu após decreto assinado pelo presidente Lula, em março, que ampliou as atribuições do Enem ao integrá-lo ao Saeb. A transição envolve um período de 2027 e 2028, mantendo a compatibilidade de séries históricas.

Os resultados do Enem continuarão a ser usados para ingresso em universidades, por meio de programas como Sisu, Prouni e Fies. A nova estrutura mantém o papel estratégico do exame para o acesso ao ensino superior.

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