- Lançamento do livro Água e sustentabilidade: casos investigativos na educação básica, organizado por professores da USP e da UFPE, com publicação aberta e disponível gratuitamente online.
- A obra tem oito capítulos com casos para debate em sala de aula e aponta causas, habilidades desenvolvidas e propostas de aplicação didática.
- O livro contextualiza a gestão de recursos hídricos, destacando a Lei das Águas, a Política Nacional de Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, além da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico.
- A iniciativa reforça a importância de discutir o tema na educação, buscando formar cidadãos preparados para lidar com a água de forma responsável.
- Dados da Organização das Nações Unidas de 2026 indicam falência hídrica global, com quase quatro bilhões enfrentando escassez por pelo menos um mês e entre 2,1 e 2,2 bilhões sem água potável segura.
A obra Água e sustentabilidade: casos investigativos na educação básica reúne professores da USP e de instituições nacionais para debater a gestão de recursos hídricos. O livro foi organizado por Tadeu Fabricio Malheiros (FSP-USP) e colaborado por Ariane Baffa Lourenço, Salete Linhares Queiroz, e Gilson Lima da Silva (UFPE). Publicação é pela Editora Eletrônica da FSP e está disponível gratuitamente no Portal de Livros Abertos da USP.
A publicação apresenta oito capítulos com textos de educadores de escolas, universidades, prefeituras e organizações públicas e privadas. O objetivo é provocar debates em sala de aula com situações-problema, contextualizando causas e habilidades a serem desenvolvidas pelos estudantes.
O material enfatiza a importância da água como bem público e finito, destacando a necessidade de gestão integrada, sustentável e participativa. A obra aponta para o papel da educação na formação de cidadãos capazes de propor soluções para problemas hídricos.
Gerenciamento das águas
A Lei das Águas, de 1997, instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos e criou o SINGREH no Brasil. A norma define a água como recurso público essencial, com metas de qualidade, uso racional e prevenção de eventos hidrológicos críticos. A ANA atua como reguladora e gerenciadora de bacias.
Embora a legislação seja considerada avançada, a prática depende de implantação efetiva. A obra reúne vozes diversas para fomentar a discussão e compartilhar realidades, ampliando as possibilidades de soluções para situações hídricas.
Falência hídrica
Dados da ONU, divulgados no início de 2026, apontam avanço da crise para a chamada falência hídrica. O uso excessivo, a poluição e as mudanças climáticas elevam a escassez em várias regiões. Quase quatro bilhões enfrentam escassez por ao menos um mês ao ano.
Ao mesmo tempo, 2,1 a 2,2 bilhões de pessoas não têm acesso a água potável segura. A situação agrava riscos de insegurança alimentar e aumenta a demanda por gestão eficiente dos recursos. Mulheres e meninas dedicam grandes parcelas do tempo à coleta de água.
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