- Escolas públicas criaram moedas pedagógicas para ensinar educação financeira, incentivar a frequência e premiar notas altas e reciclagem, com exemplos como Girassóis, Miguéis, Patotas e Xef Coin.
- Em Imperatriz, no Maranhão, a Escola Municipal João Silva desenvolveu os Girassóis para alunos com autismo e paralisia cerebral, usados em mercadinhos e feiras para comprar materiais escolares, frutas e lanches.
- Em Igarassu, Pernambuco, a Escola Municipal Miguel Gomes de Lima usa desde 2022 a moeda Miguéis, com governança estudantil, parceria com coleta seletiva e mercado interno semanal para itens de papelaria e guloseimas.
- Em Catalão, Goiás, a Escola Municipal Patotinha distribui a moeda Patotas segundo desempenho e comportamento, com feira de fim de ano para trocar por itens como frutas e material escolar, integrando o currículo.
- No Distrito Federal, o Centro de Ensino Fundamental 03 de Planaltina aplica o Xef Coin, convertendo notas em moedas; há regras de recuperação e bloqueio de saldo, com loja interna e reforma para atender defasagem de idade e série.
Estudantes de várias redes públicas brasileiras utilizam moedas pedagógicas para aprender educação financeira de forma prática. Os materiais simulados funcionam em feiras, lojas internas e atividades de sala de aula, sem a participação de autoridades monetárias.
As iniciativas premiam desempenho, comportamento e reciclagem, transformando conceitos abstratos em momentos de consumo consciente e planejamento. Em algumas escolas, a circulação dessas moedas ocorre criteriosamente dentro da instituição, sem circulação externa.
Girassóis, Miguéis, Patotas, Xef Coin e Quilombos
Em Imperatriz (MA), a Escola Municipal João Silva criou os Girassóis para atender alunos com autismo e paralisia cerebral. A moeda, desenhada por um estudante, simboliza a inclusão e é usada em atividades de compra em supermercados, feirinhas e bazares.
Na Escola Municipal Miguel Gomes de Lima, em Igarassu (PE), os Miguéis são creditados desde 2022 como reconhecimento ao desempenho e à participação em ações de reciclagem. A gestão envolve alunos que atuam em áreas como finanças, marketing, logística e reciclagem.
Em Catalão (GO), a Escola Municipal Patotinha promove as Patotas, com regras que distribuem créditos por notas, comportamento e deveres de casa. Os créditos alimentam uma feira anual com itens variados, incluindo material escolar e alimentos.
No Centro de Ensino Fundamental 03 de Planaltina (DF), o Xef Coin vincula cada ponto em disciplina à moeda interna. Para recuperações, parte do saldo fica bloqueada; o objetivo é incentivar a recuperação escolar e reduzir faltas.
Moedas usuárias e impactos
Os projetos costumam manter parcerias com empresas de coleta seletiva, convertendo materiais recicláveis em créditos. Em alguns casos, o saldo pode ser utilizado para comprar itens de papelaria, doces ou participar de atividades educativas.
Professores destacam efeitos positivos na frequência, no engajamento e no comportamento dos estudantes. Em várias unidades, a evolução ocorre com o acompanhamento de gestores, coordenadores pedagógicos e equipes de apoio.
A adoção de moedas pedagógicas costuma envolver regras de governança estudantil, definindo valores, regras de uso e temas de educação financeira. A prática busca incentivar hábitos de planejamento e responsabilidade financeira desde a infância.
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