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Mais duas mulheres descobrem ser presidente da República em registro de carteira

Erro na migração de dados transformou servidoras de Jaboatão em presidentes na carteira de trabalho; três casos desde 2002 afetam empregos e aposentadoria

Claudia Silva, de 53 anos, foi registrada como presidente da República em Jaboatão dos Guararapes — Foto: Reprodução/Whatsapp
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  • Três mulheres de Jaboatão dos Guararapes foram registradas como “presidente da República” na carteira de trabalho por falha na migração do SEFIP para o e-Social, com registros que remontam a 2002.
  • Aldenize Ferreira da Silva, 46 anos, técnica de enfermagem, foi uma das pessoas com o erro identificado.
  • Claudia da Silva, 53 anos, educadora infantil, soube do vínculo presidencial ao tentar um emprego; não houve pagamento pelo cargo.
  • Suelane Fonseca, 49 anos, auxiliar de serviços gerais, também descobriu o registro presidencial há mais de quatro anos e ainda não regularizou a situação.
  • A prefeitura afirma que o problema ocorreu durante a transição entre SEFIP e e-Social, orientando as afetadas a buscar o setor de Gestão de Pessoas para regularização; não há cálculo oficial de quantas pessoas foram impactadas. O Ministério do Trabalho não respondeu até o momento.

O município de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife, tem ao menos três registros de presidente da República em carteira de trabalho. Os casos remontam a 2002 e surgiram como um erro de migração entre sistemas.

A prefeitura atribui a falha à transição do SEFIP para o e-Social, que alterou bases de dados e transformou servidores de cargo comissionado genérico em “presidentes da República” na CTPS. A orientação é procurar o setor de Gestão de Pessoas para regularização.

Causa técnica e regularização

A primeira beneficiária do equívoco foi Aldenize Ferreira da Silva, técnica de enfermagem, 46 anos, cuja CTPS digital registra a função de presidente. Ela já assinou a carteira, mas continua desempregada e sem remuneração pelo cargo incorreto.

Outra retratada pelo erro é Claudia da Silva, 53 anos, magistério, que atuou como educadora infantil. Ela descobriu o link com o cargo presidencial ao tentar um novo emprego.

Suelane Fonseca, 49 anos, pedagoga, trabalha como auxiliar de serviços gerais desde 2003. Ela identificou o vínculo presidencial ao abrir a carteira de trabalho digital há anos, e busca normalizar o registro.

A prefeitura informou que quem tem esse problema deve procurar o setor de Gestão de Pessoas, no Palácio da Batalha, Avenida Barreto de Menezes, 1648, Prazeres. O atendimento ocorre de 8h às 17h, de segunda a sexta.

A gestão municipal afirmou que não informou o diagnóstico de quantas pessoas foram afetadas além das três citadas. Também não confirmou eventual abertura de investigação sobre o erro.

O Ministério do Trabalho e Emprego foi consultado, mas não retornou com respostas até o momento.

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